4 de out de 2012

Novos dados mostram sobrevida em quatro e cinco anos em pacientes com melanoma avançado

Novos dados mostram sobrevida em quatro e cinco anos em pacientes com melanoma avançado
Congresso Europeu discute potencial de tratamento com medicamento que terá breve lançamento no Brasil
A Bristol-Myers Squibb apresentou no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica - ESMO, dados atualizados de estudos que mostram aumento de sobrevida aos quatro e cinco anos de seguimento em pacientes com melanoma avançado tratados com Yervoy (ipilimumabe). O medicamento age estimulando o sistema imunológico para que o próprio organismo do paciente crie mecanismos contra a doença. Trata-se de um dos principais congressos na área, que aconteceu entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro em Viena – Áustria.
Foram apresentados dados atualizados de longo prazo de dois estudos clínicos. No estudo 024, de pacientes que não haviam recebido tratamento prévio para o melanoma avançado, a combinação de DTIC (dacarbazina) e iIpilimumabe levou a maior sobrevida em quatro anos, em comparação com o uso de dacarbazina isoladamente. 502 pacientes participaram deste estudo. Os resultados evidenciaram que a taxa de sobrevida aos quatro anos foi de 19% para os pacientes que receberam a combinação de dacarbazina e iIpilimumabe; nos pacientes que só utilizaram dacarbazina esta taxa foi de apenas 9,6%. Além disso, a sobrevida com o tratamento combinado foi relativamente estável entre 3 e 4 anos (21,2% em três anos  e 19%  em quatro anos).
Outros três grupos diferentes de pacientes foram acompanhados por até cinco anos no estudo 025. Cada grupo recebeu respectivamente doses de iIpilimumabe de 0,3 mg/kg (115 pacientes), 3,0 mg/kg (155 pacientes) ou 10 mg/kg (217 pacientes). Dentre os pacientes que não haviam recebido tratamento prévio, as taxas de sobrevida em 5 anos foram estimadas em 38% a 49% - o que também não se alterou, desde o acompanhamento aos quatro anos. Dentre os pacientes previamente tratados para sua doença, as taxas de sobrevida em 5 anos foram estimadas entre 12% e 28% - relativamente estáveis desde o acompanhamento aos quatro anos de tratamento, que foram de 14% a 28%. Em relação à segurança do medicamento, poucos eventos adversos novos relacionados ao sistema imunológico ocorreram após dois anos de tratamento. O perfil de segurança de iIpilimumabe já foi apresentado previamente.
Sobre ipilimumabe
Ipilimumabe é um anticorpo monoclonal recombinante, totalmente humano, que bloqueia o antígeno 4 do linfócito T citotóxico (CTLA-4). O tratamento potencializa a ativação da célula T, fazendo com que ela se prolifere e destrua as células de melanoma. Especificamente, o medicamento bloqueia CTLA-4, impedindo sua ligação aos receptores CD80/CD86 da célula apresentadora de antígenos, impedindo assim que ocorra a desativação da célula T.

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