1 de out de 2012

ENC: Diversidade cultural na Feincartes Campinas


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Artesão vêm de longe para apresentar toda a diversidade cultural de seus países na Feincartes Campinas

Dos índios pataxós aos egípcios, árabes, indianos e africanos, feira reúne curiosidades da cultura de diversos países do mundo por meio da arte e decoração

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Índios pataxós apresentam seus artesanatos e rituais na Feincartes

A terceira edição da Feincartes Campinas mal começou e já registrou um bom movimento em seu primeiro final de semana. Mais de mil pessoas aproveitaram os primeiros três dias para conferir de perto um pouquinho da cultura dos trezes países e onze estados brasileiros que participam do evento este ano.

pataxó baixa.jpgPresentes pela primeira vez na cidade, os índios pataxós são um dos destaques. Totalmente caracterizados, Wereykanan, Tucano e Tuchê Tymbwiba demonstram seus rituais pelos corredores da Feincartes e chamam a atenção dos frequentadores.

Na aldeia, que fica próxima à cidade de Porto Seguro, na Bahia, eles confeccionam em grupo todos os produtos que são levados à feira, que vão desde os colares de semente de Pau-Brasil, as ‘tupisaias’ – que são as saias de palha usadas pelos índios -, o tradicional apito ‘areneã’ – utilizado por eles para chamar os pássaros -, até remos, lanças, arcos e flechas.

Segundo Wereykanan, um dos objetos que mais chama a atenção dos freqüentadores da feira é o ‘pau de chuva’, uma espécie de tubo com pedras dentro, que imitam o ruído da chuva, utilizado pela tribo nos rituais em tempos de seca e também para relaxamento. Já as máscaras confeccionadas com escamas de peixe – chamadas de ‘rankotche’ - são utilizadas pelos pataxós para afastar o mau olhado. “Cultivamos a nossa cultura e trazemos um pouquinho das nossas crenças para os visitantes da feira. Disso tiramos o nosso sustento e de toda a nossa tribo”, garante Wereykanan.
                                                                                              Wereykanan demonstra o ‘pau de chuva’

Diretamente do Egito, o professor de dança oriental Ashraf Mahdy, que há cinco anos está no Brasil para ensinar um pouco de sua cultura e comercializar os mais tradicionais artesanatos egípcios, conta que a receptividade do povo brasileiro o impressionou e que seus produtos fazem o maior sucesso na feira. “O deribaki - instrumento musical árabe – é o que mais chama a atenção das pessoas, seguido pelos pratos em madeira, com detalhes em madrepérola, tudo feito a mão. Os papiros, tradicionais pinturas em papel especial que decoram as paredes egípcias, também são muito apreciados”, explica Ashraf.

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Ashraf Mahdy chama a atenção do público com o som do deribaki

Já de Joanesburgo, na África do Sul, veio a artesã Mandsa, que se comunica com o público apenas em inglês, mas não deixa de apresentar todos os seus artesanatos em detalhes. Entre as estátuas de animais muito tradicionais no país, como girafa e avestruz, bolsas, vestidos e calçados, Mandsa destaca o traje típico de uma noiva africana, que em nada se assemelha ao nosso tradicional vestido branco, véu e grinalda.

Muito presente na cultura zulu, da qual faz parte a africana, as vestimentas coloridas e acessórios tribais trazem boa sorte ao casamento e abençoam o casal. Em 2010, durante sua passagem pela África do Sul para acompanhar a Copa do Mundo de Futebol, a então recém-casada cantora americana Alicia Keys vestiu os mesmos trajes típicos mostrados por Mandsa e participou de uma cerimônia da tribo zulu para abençoar sua união e o nascimento de seu primeiro filho.

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A sul-africana Mandsa apresenta o traje típico das noivas zulus,
que segundo a tradição traz boa sorte ao casamento.

Sobre a Feincartes

Pela terceira vez e com mais uma promessa de sucesso, a Feincartes deve reúne até o dia 7 de outubro estandes de treze países do mundo, como a África do Sul, Índia, Marrocos, Indonésia, Tailândia, Palestina, Paquistão, Peru, Turquia, Egito, Equador, Bolívia e Argentina. O Brasil érepresentado por artistas de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
  
"Há nove anos, a Feincartes já é um sucesso em diversas regiões do País", explica Maria Mathias, diretora da empresa Mathias Feiras e Eventos, responsável pela organização do evento. Ela conta que o segredo para tanto sucesso está em reunir, em um só lugar, objetos de decoração de todos os cantos do mundo. "É uma oportunidade única de encontrar tantos objetos diferentes, sem ter que visitar todos os países e as demais regiões do Brasil. Eles vêm até nós", conta a organizadora da feira.

O valor do ingresso para a feira é de R$ 6,00, sendo que pessoas com mais de 60 anos pagam meio ingresso e crianças de até 12 anos, acompanhadas dos pais, não pagam. Na entrada do evento, será oferecido serviço de manobrista.

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