4 de out de 2012

Convite - 'Facas nas Galinhas' (6/10)


Convite
Facas nas Galinhas
de David Harrower
direção Francisco Medeiros
com Eloisa Elena, Cláudio Queiroz e Thiago Andreuccetti
Dia 6 de outubro – sábado – às 21 horas
Espaço Elevador
Rua Treze de Maio, 222 - Tel: (11) 3477-7732
Temos convites disponíveis. Para reservar o seu retorne esta mensagem ou ligue para 3079-4915 e 9-9373-0181. Este convite é válido também para outra data, caso prefira.

O espetáculo Facas nas Galinhas, do escocês David Harrower, volta ao cartaz para uma breve temporada popular a 10 reais. Com direção de Francisco Medeiros, a montagem tem no elenco os atores Eloisa Elena, Cláudio Queiroz e Thiago Andreuccetti.

Encenada em 25 países, Facas nas Galinhas é um texto poético e simbólico sobre uma mulher jovem que se passa em uma aldeia, em um tempo arcaico, não definido. Casada com um camponês rude e, talvez, adúltero, ela tem um encontro com o odiado moleiro (dono do moinho) que a impulsiona no percurso da descoberta de si mesma. Essa mulher perfaz uma trilha que a leva da ignorância à consciência, do literal ao imaginário, da escravidão à libertação.

Segundo o diretor Francisco Medeiros, “o percurso desta personagem, num contexto cheio de intrigas e elementos inusitados, é a construção de uma identidade, o desvendamento de um ser. É conquista de uma individualidade”. Essa mulher apresentada por David Harrower é o arquétipo da mulher servil ao marido e que ainda não tem aflorado o exercício da metáfora, do simbólico. De forma brilhante e singular o autor a conduz ao encontro dela com ela mesma, como se fosse a construção de um ser.

Espetáculo: Facas nas Galinhas
Texto: David Harrower
Tradução: Fábio Ferretti
Direção: Francisco Medeiros
Elenco: Eloisa Elena, Cláudio Queiroz e Thiago Andreuccetti
Trilha sonora: Dr Morris
Cenário e figurino: Marco Lima
Iluminação: Marisa Bentivegna
Coordenação técnica: Maurício Mateus
Instalação sonora: Dr Morris e Maurício Mateus
Preparação corporal: Fabricio Licursi
Designer gráfico: Teresa Maita
Fotografias: João Caldas
Construção de cenário: Ono-Zone Estúdio
Costureira: Benedita Calixtro
Produção executiva: Geondes Antonio
Administração: Marina Porto
Realização: Barracão Cultural - www.barracaocultural.com.br
Temporada: de 6 a 28 de outubro de 2012
Espaço Elevador - www.elevadorpanoramico.com.br
Rua Treze de Maio, 222 – Bela Vista/SP - Tel: (11) 3477-7732
Horários: sábados (às 21 horas) e domingos (às 19 horas)
Ingressos/preço único: R$ 10,00 - Bilheteria: 2h antes das sessões
Aceita cheque e dinheiro - Capacidade: 50 lugares - Informações: (11) 5539-1275
Gênero: Drama - Duração: 80 min - Classificação estaria: 12 anos
Estacionamento conveniado (ao lado do teatro): R$ 20,00.

Críticas

O sedutor (moleiro) (...) tem o dom da escrita. Tudo o que a mulher deseja é exatamente manejar as palavras para definir suas fantasias. Deixa-se envolver porque, além de desconhecer o carinho masculino, o estranho, visto como um criminoso e explorador da labuta alheia, oferece cordialidade e ainda a ensina usar papel, tinteiro e caneta de pena. Algo mágico fora de uma rotina conjugal de ordens e monossílabos grosseiros. (...) O grupo Barracão Cultural apresenta uma montagem com o impacto da cenografia de Marco Lima sugerindo simultaneamente grades e a roda de moer grãos, imagem reforçada pela iluminação misteriosa de Marisa Bentivegna. (Jefferson Del Rios – O Estado de S. Paulo)

Eloisa Elena transita entre a doçura, o inconformismo e a frieza em sutis olhares e entonações de voz. Queiroz e, principalmente, Andreuccetti apresentam-se como contrapontos à altura da protagonista. No entanto, as soluções criadas por Francisco Medeiros, como chuva de farinha ou as gotas de sangue, em meio à simplicidade da produção chamam atenção não só pela criatividade como pelo talento em fazer bom teatro com poucos recursos disponíveis e poesia de sobra. (Dirceu Alves Jr. – Veja São Paulo)

A montagem, encabeçada pelo brilhante diretor Francisco Medeiros (...), revela que a Modernidade nos dias atuais chegou para acusar que ainda estamos vivendo submersos nas “garras das mais primitivas armadilhas” humanas e sociais. (...)o grupo “Barracão Cultural” faz um discurso cênico demolidor ao mesmo tempo cravando expectativas que nos fazem respirar fundo e evocar o “vamo que vamo”. Magnífico! (Jair Alves – Portal Macunaíma)

A direção de Francisco Medeiros, aliada à cenografia e aos figurinos de Marco Lima são enxutas e sinalizam a opção, concretizada, de extrair do poético texto de Harrower sua atemporalidade e não definição do lugar em que se passa a peça, transportando-a para um espaço arquetípico, propício à curiosidade que leva à descoberta. (...) DrMorris cria mais que mera trilha, ele realiza uma sonorização que dialoga o tempo todo com a concepção da cena. Sem dúvidas este é um espetáculo que fica cravado no espírito de quem o assiste. (Michel Fernandes – Aplauso Brasil)


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