26 de set de 2012

Oficina discute implantação de rede temática de Ater para quilombolas


A prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) é uma das estratégias do Plano Brasil Sem Miséria (PBSM) para superar a situação de extrema pobreza da população em todo o território nacional. Com base nisso, técnicos de Ater e representantes de comunidades quilombolas de todo o País estão reunidos em uma oficina que discute a implementação da Rede Temática de Assistência Técnica e Extensão Rural Quilombola. O evento, promovido pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Dater/MDA) e pela Coordenação-Geral de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais (CGPCT/MDA), termina nesta quarta-feira (26), às 18h. 
Para o titular da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Denildo Moraes, a rede temática irá ampliar e qualificar os serviços de Ater voltados ao atendimento das demandas produtivas específicas das comunidades quilombolas. “O objetivo é oferecer metodologias que estimulem a participação dos quilombolas e incorpore seus conhecimentos tradicionais e suas especificidades culturais e étnicas”, explicou. 
Assim, a prestação de serviço de assistência técnica é fundamental para o desenvolvimento da cadeia produtiva das comunidades quilombolas. “Queremos melhorar o processo de produção das famílias quilombolas, bem como elaborar um diagnóstico da situação econômica e social de cada uma delas e incluí-las no Cadastro Único”, ressaltou. 
Modelo de gestão
Nesta quarta-feira, os participantes discutem o modelo de gestão a ser adotado pela Rede Temática de Ater Quilombola. “A ideia é buscar a participação e o envolvimento de diversos atores sociais, entidades estatais e não estatais na constituição desta rede”, completou o coordenador da Conaq. Já Lúcia Helena Ramos, representante da entidade prestadora de Ater, que atua em Pernambuco, Instituto Vida, espera que por meio dessa iniciativa seja possível articular todas as entidades que trabalham com essa atividade. “Isso é importante porque é uma forma de dar uma visibilidade maior para as políticas e atividades que estamos promovendo com as comunidades”, afirmou. 
O coordenador-geral de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, destaca a importância da oficina. “Ela vai servir como base para estruturação da rede que pretende qualificar especificamente povos e comunidades tradicionais levando em consideração suas características. O MDA está proporcionando esse momento porque foi uma necessidade levantada por eles e queremos ouvi-los e ajudá-los”, enfatizou. 
Redes temáticas As redes temáticas foram criadas em 2007 com o objetivo de fortalecer e qualificar temas significativos para a agricultura familiar. Atualmente, estão em funcionamento 13 redes que envolvem mais de 500 agentes de assistência técnica e extensão rural e suas respectivas entidades. A construção da Rede Temática de Ater Quilombola foi uma das propostas aprovadas durante o 1º Seminário Nacional de Ater Quilombola, realizado em março deste ano. 

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