22 de set de 2012

Empresa deve faturar R$ 200 milhões neste ano ao comando de Marlene Rito Nicolau

A biomédica da computação



A empresária Marlene Rito Nicolau abandonou a biomedicina e dedica seu tempo exclusivamente à frente da empresa Microcamp, e atribui o sucesso das escolas à modernização


Ex-biomédica, a empresária Marlene Rito Nicolau abandonou a biomedicina para se dedicar ao ramo da educação a frente das escolas Microcamp.

Atualmente ela é dona das escolas representadas em São Paulo e na Baixada Santista. A empresa possui cursos de informática, profissionalizantes e idiomas, e deve faturar R$ 200 milhões só neste ano de 2012.

Natural de São Paulo Capital, filha de portugueses, mãe de uma filha de 20 anos, formada em biomedicina pela faculdade de Mogi das Cruzes, ganhou um consultório de presente de seu pai, onde não se entusiasmou com a ideia. “Sempre gostei de me arriscar e decidi me dedicar a abrir uma escola de inglês com meu ex-marido Eloy”, afirma a empresária. Desta experiência em diante não parou mais, e hoje aos 47 anos é presidente da Microcamp, uma rede formada com 160 escolas em todo o Brasil.

A empresária Marlene Rito Nicolau passou por cima do preconceito que gira em torno de que mulher não pode assumir o comando, e incentiva suas funcionárias a crescer dentro da empresa e as tornam grandes lideres empresariais. Marlene ainda arruma tempo para se dedicar a sua vida social ao lado do atual marido, Chiquinho Scarpa.

Há 33 anos no mercado, a empresa, hoje sob o comando da empresária Marlene Rito Nicolau, vive em constante crescimento. Para Marlene, o sucesso se deve à modernização e a maneira de lidar com os alunos. “Os segredos são inovação e respeito ao aluno e aos funcionários”. A Microcamp é líder de mercado e reconhecida pela sua qualidade e rapidez em lançar novos cursos.

Estamos constantemente trabalhando para oferecer o melhor a nossos alunos, além de prepará-los para o mercado de trabalho. “Hoje, o aluno Microcamp tem o reconhecimento de grandes empresas, que muitas vezes usa nossos certificados como requisito para contratação” revela à empresária.

         O bom momento vivido pela economia brasileira reflete o grau de exigência encontrado em cada porta que se bate na esperança de uma vaga.

Nesta condição, mais exigência é sinônimo de maior competitividade que, por sua vez, transforma o estudar cada vez mais em uma obrigação. Para atender a demanda de futuros profissionais, a Microcamp, que cresce a cada ano, valoriza seus profissionais para que a renovação da empresa seja completa. “O crescimento se deve ao bom serviço prestado a nossos alunos, com o maior nível de satisfação, que pudemos aumentar o faturamento com um mínimo de despesas, além de maior valorização dos nossos funcionários”, diz Marlene, que conclui, “tudo isso, principalmente, com o novo conceito adotado em 2011, em que a prioridade é a qualidade das aulas, reformulação dos livros e a certeza que os alunos adquirem conhecimentos em todas as aulas, além de novos equipamentos.”

Para ela, há um  lema no centro profissionalizante que é essencial. Nosso lema é: “Feliz por estar aqui”. Isso resume muito o espírito da empresa, acreditamos que pessoas motivadas felizes, nas funções corretas e bem preparadas são nossos maiores patrimônios, todos fazem parte de planos de carreira sem distinção de tempo de empresa ou função, todos são premiados de acordo com a produtividade e são constantemente estimulados a alcançar novos desafios, e adquirir mais conhecimento, através de treinamentos feitos na própria Microcamp ou cursos custodiados pela empresa. 

A empresária tem consciência que é necessário investir. Para esse ano, por exemplo, além de almejar um aumento na lucratividade em torno dos 30%, Marlene fala em abrir novos cursos. “Já temos 4 escolas piloto, a ICUPE,  cursos profissionalizantes nas áreas de Turismo, Hotelaria e Gestão de Negócios. Elas estão crescendo bastante, o que nos motiva a expandir esse novo negócio.”

         Em todo o Brasil, são mais de 160 unidades da Microcamp. Só em São Paulo são mais de 60. A intenção, conta a empreendedora, é levar a empresa para mais lugares para mais gente ter a possibilidade de se qualificar. A questão social é deliberadamente levantada pela Microcamp, que realiza diversos trabalhos do gênero. “Temos vários projetos sociais, todos voltados à área de ensino, além de um número de bolsas gratuitas em todas as unidades MC/ABC e ICUPE. Inclusive, as escolas podem nos procurar e agendar palestras para seus alunos, além de poder se tornar postos de arrecadação, todo o material necessário é fornecido pela MC, ABC e ICUPE,” conta.

         No campo ambiental, Marlene e a Microcamp também se destaca por desenvolver a campanha Lixo Eletrônico junto à Ong Oxigênio. “Estamos com um grande projeto com a Ong, cuja presidente é Martha Del Bello. Temos trabalhado na captação e esclarecimento sobre a recolha adequada do lixo eletrônico e óleo de cozinha. Temos feito um trabalho bastante efetivo de conscientização dos jovens”.

      Tanto esforço da equipe Microcamp, de evidente visão colaborativa, tem seu reconhecimento. Há oito anos consecutivos o centro de profissionalização recebe o Selo de Excelência em Franchising da ABF. Marlene diz que a premiação é fruto do excelente nível dos cursos oferecidos. Para a empresária não há limite de melhoria. O objetivo é sempre evoluir. “Vamos investir cada vez mais na qualidade dos cursos e qualificação de nossos funcionários. Essa tem sido por anos, nossa formula de sucesso, não há porque mudar.”

     E engana-se quem pensa que comandar a rede é fácil. “É sempre um desafio, pois somos prestadores de serviço e obviamente não posso estar em todas as unidades, o que impede, por vezes de ter total controle sobre o que se passa nas unidades. Além da obrigação de descobrir, sempre primeiro, o que o mercado necessita em termos de cursos”, finaliza Marlene.

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