3 de set de 2012

Centro Cultural BNB-Fortaleza realizará aula-espetáculo “Tropicália 45 anos: o Ceará e o Brasil"


 O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza realizará a aula-espetáculo “Tropicália 45 anos: o Ceará e o Brasil”, no próximo dia 17 (sexta-feira), às 16 horas, grátis. A aula-espetáculo objetiva realizar homenagens poético-musicais e reflexões, conectando o Ceará no entorno deste importante movimento brasileiro surgido nos idos de 1967.
Assim, este projeto apresenta parte da muitas interseções entre os movimentos da Tropicália e do Pessoal do Ceará, pois ambos buscavam um novo som, vieram do meio universitário e tinham como premissa básica a bandeira da liberdade.
O convidado é o artista e professor Pedro Rogério, responsável pelo programa de Pós-Graduação em Educação/Ensino de Música da Universidade Federal do Ceará, e o entrevistador será Carlinhos Perdigão – produtor cultural, poeta, músico, pesquisador e professor de língua portuguesa da Faculdade Cearense.

Geleia geral
1967 foi um ano profundamente simbólico, que marcou o século XX e entrou para a História. Foram vivenciadas manifestações humanas bastante diferentes e marcantes: guerra do Vietnã, protestos pacifistas, movimentos pela liberação sexual, racial, cultural, política e artística, viagens espaciais, Jimi Hendrix, Bob Dylan, Jim Morrison, Beatles, Yardbirds, Janis Joplin, Joe Cocker, Grateful Dead, Pink Floyd, ditadura militar, Geraldo Vandré, Comando de Caça aos Comunistas (CCC), Roberto Carlos, Jovem Guarda, Roda Viva.
Estudantes revoltados em quase todos os países do mundo, inclusive no Brasil, passaram a questionar o tradicionalismo político e os costumes autoritários. Assim, do cotidiano passaram a fazer parte valores como o pacifismo, feminismo, ecologia, som pop, contracultura, música de protesto. Eram expressões que faziam parte dessa geleia geral: “Paz e amor”, “Faça amor, não faça guerra”, “seja marginal, seja herói” e “É proibido proibir”.
Essas últimas palavras, por sua vez, definem o espírito de um movimento brasileiro altamente identificado com aquele período sócio-histórico. Deste modo, ditas e/ou cantadas poeticamente pelo baiano Caetano Veloso, embasam em diversos aspectos a Tropicália, que contagiou o cenário cultural em nosso País e inaugurou conceitos e tendências que passariam a ser incorporados pela arte do Brasil produzida a seguir.

Força Tropical
Assim, desde 1967, diversas iniciativas relacionadas ao teatro, às artes plásticas, ao cinema e principalmente à música procuravam marcar uma ruptura na arte contemporânea desde então. Deste modo, composições como “Alegria, alegria”, de Caetano Veloso, e “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, contribuíram para o surgimento oficial do tropicalismo, reconhecido como nova proposta artística baseada na Semana de Arte Moderna de 1922.
Portanto, é no interior desta arquitetura multifacetada que o Projeto Força Tropical mergulha. Ainda mais neste aniversário de 45 anos! Assim, para continuar na utopia estética desta viagem tropicalista, deseja-se explorar as músicas desse movimento (inclusive convidando a plateia a “poetar” no palco), apresentando-as em meio a vídeos-cenários que explorarão imagens e poesias desta época emocionamente histórica, inauguradora de linguagens e ainda simbológica intérmina.

Programa
1.     Tropicália (Caetano Veloso)
2.     Baby (Caetano Veloso)
3.     É proibido proibir (Caetano Veloso)
4.     Namorinho de portão (Tom Zé)
5.     Bat macumba (Gilberto Gil e Caetano Veloso)
6.     Panis et circensis (Gilberto Gil e Caetano Veloso)
7.     Top top (Liminha, Rita Lee, Arnaldo Batista e Sérgio Dias)
8.     Alegria, alegria (Caetano Veloso)

Ficha técnica
Bateria, texto e concepção do projeto: Carlinhos Perdigão
Voz principal: Chico Saga
Guitarra: Bruno Nogueira
Baixo elétrico e back-vocal: Oni Matos
Performances teatrais: Júlio Maciel
Vídeos-cenários: Regina Primo
Cenografia: Renata Holanda

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