16 de ago de 2012

Primeira etapa do programa de acervos entrega 1,89 milhão de livros a 2,5 mil bibliotecas públicas


Economia na compra de livros para acervos chegou a 384%
 
Faltando pouco para o encerramento da primeira etapa do Programa de Acervos de Bibliotecas, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) faz um balanço positivo do processo e apresenta as melhorias e ganhos, assim como as dificuldades, com a nova fórmula adotada para compra de livros para as bibliotecas estaduais, municipais, comunitárias e pontos de leitura.
 
O Programa, que se iniciou em dezembro de 2011 com a criação do Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas, do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), órgão vinculado à FBN, tem muito a comemorar, em especial o fato de que os livros escolhidos serão distribuídos a bibliotecas que atendem a uma população de mais de 110 milhões de brasileiros, ou quase 60% da população do país.
 
Nesta primeira fase, foram comprados 1.899.402 livros para cerca de 2,5 mil bibliotecas de 1,7 mil municípios de todo o país. Se a Fundação Biblioteca Nacional comprasse essa mesma quantidade de livros com o valor médio empregado no pregão de compras realizado em 2010, que foi de R$ 44,00, o valor gasto passaria de R$ 17,2 milhões para R$ 83,5 milhões, uma economia de 384%. O preço médio do livro habilitado a participar do Programa pelas editoras foi de R$9,08.
 
Outro dado importante é que, mais de 60% dos pedidos feitos pelas bibliotecas foram para livrarias independentes, aquelas que não fazem parte de nenhuma grande. “Isso significa que um dos principais objetivos do programa, que era fomentar e fortalecer o ponto de venda, em especial aqueles nas menores cidades, foi alcançado”, diz Amorim.
 
Na visão do Presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, o mais importante foi a mudança de paradigma criada a partir do momento que os bibliotecários responsáveis pelas bibliotecas passaram a escolher diretamente os livros. “Ninguém melhor que o bibliotecário, que está no atendimento diário de seus leitores, que conversa, entende suas demandas, para dizer quais os livros que vão interessar ao público de uma determinada localidade.
 
Entre os autores mais escolhidos, Machado de Assis lidera o ranking, seguido de Celso Antunes, José de Alencar e William Shakespeare. Os temas mais escolhidos foram literatura brasileira, educação e literatura portuguesa.
 
A equipe da FBN também detectou, durante o projeto piloto, que há segmentos do mercado ainda não atendido pelas editoras e livrarias, mas que mostra grande potencial. O Nordeste, por exemplo, foi a segunda região em distribuição dos pedidos (28,28%), a frente da região sul (20,26%), só perdendo para a região sudeste (41,73%). A região Centro Oeste representou 5,22% dos pedidos e a Norte 4.50%. Entre as histórias identificadas, uma evidência o valor do livro como um fator que distancia leitor e livros. Tivemos uma livraria que disponibilizou um lote de livros de baixo preço (R$10,00) e em menos de uma semana todos eles estavam vendidos. Isso comprova que quando o mercado disponibiliza um produto com boa qualidade e preço baixo o consumidor responde imediatamente”, afirma Amorim.
 
Mesmo com todos os dados positivos, o Programa de Acervo de Bibliotecas também encontrou dificuldades, em especial na distribuição. Em um país com dimensão continental como o Brasil, o grande entrave para que o livro chegue à população fora dos grandes centros é a falta de infraestrutura e de canais de distribuição.
 
Outra dificuldade encontrada foi o fato de que muitas bibliotecas, em especial as localizadas nas regiões mais afastadas dos grandes centros, não realizaram ou não finalizaram os seus cadastros por terem dificuldades para utilizar as ferramentas web.
 
Para mais informações, acesse a apresentação virtual com os dados do balanço: http://prezi.com/d706nynuufde/apresentacao-22a-bienal-de-sao-paulo/

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