16 de ago de 2012

AL- Aisha e os esquecidos.


 O livro que muda sua maneira de enxergar o mundo, mostrando transformações que você jamais imaginaria conhecer e terá que esquecer, desde jovem.

O herói protagonista se decompõe seguindo os passos de AL-Aisha, mudando seu destino e vivenciando experiências que nos faz pensar sobre qual o nosso limite na aventura que é a vida.
Inteligência emocional, sabedoria, perdão e esquecimento acompanham nosso pequeno homem, e quanto mais rápido perceber isso o seu destino se aproximará de você - dos sonhos, e acredite nos piores pesadelos estão as maiores realizações.
Lucas Laporte é um menino diferente dos outros, sonha em virar homenzinho e tem uma percepção da vida ao seu redor que não combina com sua idade, ao ponto de já saber que no dia seguinte será adulto – que ele imagina começar após completar os tão idealizados cinco anos. Será que agora nasce a barba? Pergunta ele para si.
Ele passa a noite anterior esperando o raiar do dia para ver o que realmente irá acontecer com ele, e eis que descobre que heróis também têm medo e que sua batalha contra o sono foi só o começo de uma longa jornada de aventuras, escolhas, medos, que ele irá vivenciar em seu próprio banheiro, na virada da noite do seu aniversário.
E que novidades como o crescimento dos pelos seriam quase nada, perto das aventuras que ele iria travar. Sensível, já pedia para a avó viver para sempre ao seu lado, rezava antes de dormir para ela - e sua mãe se comovia com a inteligência emocional do menino.
Tanto, que talvez ele tenha vindo preparado para o mundo, já nascido homem, mesmo que ainda não demonstre sinais físicos disso. Mas, quem disse que maturidade tem idade?
Seu companheiro, um coelho de pelúcia, o Sr. Fofinho, está com ele deste antes do seu nascimento; sua tia Carlota presenteou a mãe no chá de bebê, com a seguinte sugestão: “Dê ao Lucas”, e este acabou sendo seu nome, já que os pais ainda não haviam feito à escolha do nome do seu primeiro rebento.
E só alguém com a personalidade dele (ainda desconhecida por ele e percebida pelos familiares) enfrentaria de frente a fumaça que se forma em seu banheiro e que a partir daí passa a obedecer as ordens de seu coelho ranzinza - indo muito além da imaginação do seu mundo infantil.
Encarar o destino tão novo não é para qualquer herói - que até então tinha como amigo o Sr. Fofinho, e que descobre que por trás disso também tem muito mistério, amor e perdão. 
 A segurança não existe e Lucas aprende logo cedo a seguir os passos de Al-Aisha, a se livrar de o que nem ele mesmo viveu.
Esquecer, sair da proteção, amar, e se transformar em meio a fumaça é desafiador para qualquer um que queira sair da comodidade de suas certezas e quando mais cedo você descobrir isso, mais seu destino irá te encontrar.
Lucas Laporte estava pronto e você, nos segue nesta fantasia que mexe com nossas certezas e nos guias por novos caminhos?


Trecho/Capítulo 6
Sonhos.

Dentre tudo o que posso ver e saber, os sonhos infelizmente não se encaixam neste meu quesito.
Como sabem, vejo tudo e sei de tudo, nada em meu mundo, no seu e nos demais é segredo para mim.
Mas os sonhos?
Ah, os sonhos!
Talvez não os veja porque eu não possa sonhar.
Durmo e como durmo… passo anos (medindo minha vida a partir de sua medida de tempo) dormindo, mas mesmo assim não sonho.
Muito provavelmente eu seja a única entre infinitas vidas que conheço que nunca tenha tido um sonho sequer.
Não sei se fui amaldiçoada ou se isso é um belo dom que possuo, só sei que não sonho.
Vejo o real, o fato e o acontecimento, não posso ver o que acontece entre eles, naquele momento em que todos se encontram completamente afundados em milhares e milhares de pensamentos, naquele exato momento onde o impossível se torna possível.
Já consegui ver alguns sonhos, mas poucos deles. Foram tão raros esses momentos que mal chego a me lembrar do que eles tratavam e nem quem estava tendo os sonhos.
Queria poder vê-los por inteiro, talvez pudesse compreender mais um pouco o sentido e o caminho de algumas certas existências.
Mas isso é apenas um desejo meu.
Apenas um desejo e jamais seria um sonho.
Um desses raros sonhos que pude ver foi o de Pedrinho.
Não sei ao certo com o que ele sonhava, foram poucas as coisas que consegui enxergar de seu longo sonho.
Eram imagens confusas, sem nexo, que corriam sem demonstrar para mim que uma hora parariam de correr, mas, para Pedrinho, aquilo parecia tão comum e eventual que nada estava acelerado, tudo caminhava calmo e sereno.
Talvez sonhar seja assim.

Mas Pedrinho sonhava e continuava a sonhar

Titulo – Al-Aisha e os esquecidos
Autor – Marcel Colombo
Páginas – 429 páginas

Sobre o autor
Marcel Simões Colombo nasceu em São Paulo, Capital, em 03 de setembro 1983. É formado em Publicidade. Aos 13 anos publicou o livro O caso Feeney. Publicou ainda, nas coletâneas Moedas para o Barqueiro Vol. II e Dias Contados Vol. II, os contos Raquel e Renata e VIVA!

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