12 de jul de 2012

Ao menos cinco restaurantes, em Mauá e Santo André, foram vítimas da ação de criminosos


Ao menos cinco restaurantes, em Mauá e Santo André, foram vítimas da ação de criminosos no último mês na região. Procurados, os estabelecimentos negaram as ocorrências, confirmadas pela Polícia Militar e pelo Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC).
O sindicato, no entanto, tentou minimizar a preocupação do setor, apesar de reconhecer que dá orientaçções aos empresários sobre como evitar problemas com os roubos.
"Geralmente é um moleque querendo ter dinheiro para o fim de semana", disse o presidente do Sehal, Wilson Bianchi. "Mas nem por isso os restaurantes podem vacilar com questão de segurança", ressaltou.
Entre as recomendações feitas estão a adoção de medidas como fechar as portas mais cedo, dar preferência ao pagamento com cheque e cartão e investir na vigilância privada.
Além disso, Bianchi cobra atuação policial mais efetiva. "Para mostrar que não é moleza. Senão atrai criminosos de outros lugares para cá, pensando ser fácil."
O coronel Helson Léver Camilli, comandante da Polícia Militar na região, reitera que os casos são isolados e que não há preocupação, por ora, das forças policiais. "As estatísticas mostram que o problema diminuiu", disse. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), houve 2.515 roubos em Santo André, cidade com cinco dos seis casos, até maio deste ano. Em 2011, no mesmo período, foram 2.677.
A redução, apesar de pequena, é elogiada pelo setor. "Os roubos eram recorrentes há cerca de um ano. As reuniões com as polícias deram resultado. Tanto que ficamos quase cinco meses sem ocorrências do tipo. O que está acontecendo agora é um problema pontual", completou Bianchi.
Os crimes recentes ocorreram na Vila Assunção, Jardim Silveira e bairro Jardim, em Santo André, e Parque São Vicente, em Mauá.
Em um dos casos, o alvo foram os funcionários. Eles foram seguidos por motoqueiros após sacarem alta quantia no banco. Um segurança percebeu a abordagem e houve troca de tiros, sem feridos.
A maioria das ações acontece no horário de fechamento da casa, quando o caixa está cheio e os seguranças baixam a guarda. Os manobristas são os primeiros a serem rendidos e guiam os bandidos até o caixa.
"Não é tão simples entrar. Há olheiros, que sabem os horários, a quem abordar, acompanham a rotina,", disse César Souto, gerente de uma churrascaria na Vila Assunção, que não sofreu roubos recentemente. "Por isso existe o receio, uma preocupação a mais, quando ficam olhando da calçada para dentro. Você esquece que existe o problema e, de repente, volta aquela sensação de insegurança."
Grande ABC teve número pequeno de arrastões a clientes
Febre na Capital, onde mais de 40 ocorrências foram registradas, o arrastão a clientes dos restaurantes não é tão comum na região. Foram dois casos, no mesmo local, na Vila Assunção, em Santo André, em dez dias.
Wilson Bianchi aponta que há diferenças, como o próprio espaço dos estabelecimentos, maiores na Capital, que facilitam os arrastões por lá. "Aqui é difícil de entrar dez pessoas de uma só vez para roubar."
O coronel Helson Léver Camilli atenta que uma das medidas de prevenção é reforçar o programa de Vizinhança Solidária entre os comércios, pioneiro na cidade e adotado pela polícia no Estado. Graças ao programa, que prevê a colaboração dos vizinhos em denunciar movimentação atípica no bairro, segundo a SSP, foram presos 30 criminosos que agiam na Capital.

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