11 de jul de 2012

Governo enfrenta fogo cruzado com sua política econômica


Governo enfrenta fogo cruzado com sua política econômica

*Reginaldo Gonçalves

A política econômica da equipe governamental está a cada dia mais atordoada; as medidas tradicionais não estão solucionando, mas criando problemas futuros que a sociedade deverá pagar bem caro.

Com a dificuldade na manutenção do PIB nos patamares projetados pelo Governo e com a retração na industria doméstica, o caminho temporário foi a redução dos juros para aumentar a demanda por produtos nacionais e, por consequência, a manutenção e o aumento da empregabilidade, assim como manter a economia em situação sustentável.

A medida adotada pelo governo, de estímulo ao consumo aliada à redução dos juros, agravou um problema crônico, o aumento da inadimplência. Isso porque já houve uma melhoria da renda em virtude do crescimento da classe C, permitindo vislumbrar a busca por novos produtos que não faziam parte do seu universo de consumo.

Em uma segunda medida, o governo reduziu os impostos temporariamente sobre alguns produtos, principalmente linha branca e móveis, que provocou um aquecimento da economia, que, sendo temporário,  não trouxe o equilibrio para frear aredução no processo da industria nacional.

Percebendo que essa situação não traria efeito no curto e médio prazo, o governo timidamente baixou novas medidas de investimento, que podem ser uma alternativa para manter ou melhorar o processo industrial, no valor de R$ 51 bi para investimentos relacionados a máquinas e equipamentos para os setores  agrícola, saúde, educação e defesa.

O governo vai ter que utilizar medidas mais duradouras, usando estratégias que permitam alcançar o equilíbrio econômico, mesmo que para isso tenha de reduzir o superávit primário.Mas, que isso possa manter a industria nacional trabalhando a todo vapor. Gerir o governo utilizando prerrogativas do tipo que "eu acho que....." ou "eu tenho a força.....", como vem falando de forma otimista a equipe sobre o aumento do PIB para ser desmentida pelo boletim FOCUS, que traz uma situação de crescimento pequeno, ou seja, 2,05% do PIB para este ano.  

Estas colocações podem gerar conflitos internos de interesse político que não levam ao equilíbrio econômico e nem saída para um país que almeja ser respeitado pelo mundo.

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