15 de jul de 2012

Apneia do sono causa constrangimento e prejudica as tarefas diárias


A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio respiratório frequente que atinge os indivíduos sem que eles se dêem conta. Seu principal sintoma é o ronco, ocasionado pela obstrução das vias aéreas durante o sono. No entanto, grande parte de seus portadores consideram o ronco uma simples característica pessoal, sem de dar conta de que se trata de sintoma de uma doença, que pode desencadear uma série de outros problemas.

De acordo com a dra. Sônia Togeiro, membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, os principais fatores que desencadeiam a apneia são obesidade, principalmente quando provoca acúmulo de gordura no pescoço e na região abdominal; amigalas e adenóides grandes e uso de medicamentos benzodiazepínicos (remédios para dormir) e  ingestão de bebidas alcoólicas.
Além do constrangimento causado pelo ronco, a doença também provoca sonolência diurna, fadiga, diminuição da capacidade de memorização e atenção, deixando o paciente mais suscetível a acidentes ao dirigir ou operar máquinas perigosas, além da piora na qualidade de vida. 
Ronco e apneia
Vale destacar que nem sempre o indivíduo que ronca tem apneia, mas em caso de dúvida é sempre importante procurar avaliação médica. No caso da apneia, o ronco forte e alto costuma estar acompanhado de sufocações noturnas, fadiga e sonolência durante o dia.
“As pessoas que roncam apresentam um estreitamento do canal da faringe, que provoca a interrupção da passagem de ar. No caso da apneia, repetidas interrupções fazem com que o individuo desperte inúmeras vezes durante o sono, mesmo sem perceber, diminuindo a qualidade do sono e causando a sensação de cansaço e noite mal dormida”, alerta a médica pneumologista.
Segundo a dra. Sonia, a apneia também contribui para o aumento do risco de doenças cardiovasculares, principalmente a hipertensão.
Prevenção
Para evitar a apneia obstrutiva do sono e melhorar a qualidade do sono, e consequentemente viver melhor, é importante que o aumento excessivo de peso seja controlado, assim como reduzido o consumo de álcool e abandono do fumo.
Nos casos em que a doença já foi diagnosticada, o médico pneumologista indicará o melhor tratamento, que vai desde mudança no estilo de vida, uso de aparelhos como o CPAP, que aumenta a oxigenação das vias aéreas, até a cirurgia.

Nenhum comentário: