12 de jun de 2012

Empresas brasileiras utilizam apenas 25% dos recursos aprovados para a Lei Rouanet


Em 2011, R$5.5 bilhões foi o valor autorizado pelo Ministério da Cultura para o financiamento de 7.917 projetos por meio da Lei Rouanet – que permite às empresas investir parte dos impostos devidos à União no patrocínio de produções e eventos culturais. Destes, porém, apenas pouco mais de R$1.3 bilhão foram destinados à viabilização dos 3.645 projetos que de fato saíram do papel.
Apesar de estar em vigor já há vinte anos, a Lei Rouanet - junto às demais leis federais, estaduais e municipais de incentivo a projetos culturais, esportivos e socioambientais por renúncia fiscal - representa um universo ainda muito pouco explorado pelas organizações, que não possuem o conhecimento e a estrutura necessários para identificar oportunidades, receber e analisar a grande demanda de captadores que batem à porta em busca de recursos.
Por outro lado, artistas plásticos, atores, restauradores, produtores culturais, esportistas, atletas e produtores são excepcionais e únicos na sua vocação específica, porém falta-lhes uma competência essencial para que seus projetos se viabilizem: o talento para vendas. Um vendedor sabe, conhece e gosta de marcar reuniões, olhar nos olhos dos clientes e ter alternativas no momento de fechar um negócio; o artista ou atleta não está preparado para isso.
Tal cenário abriu espaço para as empresas de captação profissional como a Unideias - criada em 2008 pelo engenheiro de produção José Messina, que atuou como executivo e conselheiro de administração em grandes corporações como a Telecom Italia, Brasil Telecom, Neogrid-Mercador, Telefonica Empresas e Koch Tavares – que em três anos  foi responsável pela aplicação de mais de R$10 milhões em 30 projetos por meio das leis de incentivo, R$ 5 milhões apenas em 2011.
Representando propostas únicas e interessantes como a exposição de Amedeo Modigliani, a peça de teatro Silêncio em Apuros, o projeto Conexão Esportiva, restauro de patrimônios históricos, entre outros cases de sucesso, a empresa ganha destaque nas áreas de marketing cultural e esportivo e conquistou clientes como Telefônica, Brasmetal, Citybank, Bradesco, Petrobras, Porto Seguro, Comollati, Scania, Allianz, Redecard, Termomecânica e Raízen. 
“Nossa consultoria consiste em identificar o montante dos recursos que podem ser disponibilizados e aplicá-los no patrocínio de programas que estejam dentro do briefing e da estratégia de comunicação definida pelo cliente, fortalecendo imensuravelmente sua marca praticamente sem custos”, afirma Messina, que comemora contratos recentes com a grande indústria – o último deles com a Ericsson.
Desde 2010 a Unideias atua como “filtro de marketing cultural e de esportes” para a Bauducco, onde o diretor de marketing Paulo Cardamone afirma: “O número de proponentes interessados em apresentar projetos era tão grande que a equipe interna de marketing estava dedicando mais tempo a atendê-los do que às suas atividades centrais. Além disso, não sabíamos com clareza que recursos podiam ser utilizados para esta finalidade. Com a contratação da Unideias identificamos oportunidades que tiveram um papel fundamental para o marketing da empresa”.
Em 2011, por meio da lei de incentivo fiscal do Estado de São Paulo - que permite o uso de até 3% do ICMS em investimentos sociais - a Bauducco foi patrocinadora dos projetos Conexão Esportiva, Instituto Lance Livre e Verão na Praia, no setor de esportes; da peça de teatro Silencio em Apuros e do Festival Internacional de Cinema, na área cultural.

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