2 de mai de 2012

Lucas di Grassi fala da F-1 e de seu momento como piloto de testes da Pirelli


Brasileiro analisa situação do campeonato, comenta suas expectativas profissionais e explica as críticas feitas pelo alemão Michael Schumacher contra os pneus usados nesta temporada
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Em seu segundo ano consecutivo como piloto de testes da Pirelli na Fórmula 1, Lucas di Grassi (Pirelli/Schioppa/Eurobike/Locaweb/Caçula de Pneus) vem desenvolvendo um trabalho marcante. O brasileiro, que disputou o Mundial de 2010 pela Virgin (hoje Marussia), não descarta sua volta para as pistas defendendo uma escuderia e já adianta que o único empecilho é a falta de patrocínio.
“Estou na melhor posição técnica possível, vou ser o único piloto testando o F-1 e tendo conhecimento dos pneus, praticamente escolhendo os produtos da próxima temporada, isso me coloca numa posição bastante confortável. Claro que quero voltar a correr numa equipe, estou trabalhando para isso, o único empecilho é a falta de patrocínio. Vamos esperar que empresas brasileiras queiram investir na competição”, explica o brasileiro.
Com o campeonato equilibrado após quatro corridas, Lucas agrega o fato às melhoras dos pneus, que acrescenta mais igualdade entre os pilotos, colocando suas estratégias e de suas equipes à prova.
“O campeonato está muito equilibrado, isso é muito bom tanto para as equipes e pilotos, quanto para o público. Em partes, esse equilíbrio é graças aos pneus que melhoraram sobre 2011 e a Pirelli está com mais dados das pistas para poder tomar as decisões certas”. Esclarece Lucas, que traz no currículo importantes conquistas como o vice-campeonato brasileiro da Fórmula Renault em 2002 e o vice-campeonato da Fórmula 3 Sul-americana e 2003.
Usando um R30 da Lotus GP entres as corridas da F-1 e participando dos GPs conforme a Pirelli precisa, o paulista de 27 anos analisa todos os pontos para melhor avaliar os pneus, sendo sua opinião de suma importância para bons resultados no certame.
“Minha opinião é de grande ajuda, eles confiam no meu profissionalismo e análises. Porém, trabalho em conjunto com inúmeros sensores que determinam a veracidade técnica daquilo que eu falo. Estou satisfeito com o resultado, assim mostra que o trabalho em 2011 foi bem feito e que nossa estratégia de trabalho está dando certo”, acredita o brasileiro, que hoje divide sua vida entre São Paulo e Mônaco.
Apesar do resultado satisfatório com os trabalhos na Pirelli, muito do equilíbrio visto na temporada deste ano tem sido creditado ao desgaste que os pneus da marca italiana vêm apresentando durante as provas. Tanto que o heptacampeão Michael Schumacher agrega o mal rendimento de sua Mercedes-Benz ao fato de ter que guiar abaixo do limite do carro para preservar os pneus.
“De certa forma ele tem razão. Não da pra ir 100% o tempo todo. Os pneus atuais são feitos de maneira a priorizar a estratégia durante as corridas. Os pilotos têm que pensar mais agora como e em que ponto da corrida vão usar melhor os pneus. Tem mais diferença de um estilo de pilotagem para outro. Quem tiver a melhor estratégia, tem mais vantagens”, esclarece Lucas.

Portal Podcultura

Pauta
Carla Manga

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