29 de mai de 2012

Tabagismo é doença, saiba como lutar contra o hábito



O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A estimativa é de que um terço da população mundial adulta seja fumante.
Embora os números ainda sejam espantosos, estudo realizado pelo CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) mostra que a prevalência de tabagismo entre a população adulta brasileira caiu nos últimos anos.
Para a dra. Maria Vera Cruz de Oliveira Castellano, presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), iniciativas como a divulgação de informações sobre os malefícios do tabaco ou a aprovação da lei que garante ambientes livres de cigarro, bem como ações de entidades médicas e ONGs de combate ao tabagismo têm contribuído para o aumento da conscientização da população.
“O tabagismo dos pais e de amigos, a procura por formas de autoafirmação na adolescência,  cobranças, estresse e a insegurança desta fase da vida contribuem para o início precoce do tabagismo. Por outro lado, o culto à boa saúde, que também inclui atividades físicas e alimentação saudável, e iniciativas públicas de combate ao tabagismo têm se mostrado eficientes na conscientização das pessoas”, afirma.

As consequências do tabagismo são inúmeras, a começar pelos prejuízos financeiros. Além do valor gasto com o consumo de produtos derivados do tabaco, o indivíduo pode vir a ter despesas com o tratamento de doenças desencadeadas por esses produtos.

O maior prejuízo, no entanto, continua sendo para a saúde. O consumo do cigarro pode desencadear problemas como infarto agudo do miocádio, câncer – pulmão, laringe, bexiga, etc, – doenças do pulmão, DPOC/enfisema, maior incidência de partos prematuros e osteoporose, entre outros.
           
Tratamento
A cessação do tabagismo é sempre difícil e torna-se ainda pior conforme a quantidade de cigarros fumados por dia e o tempo desde que o fumo foi iniciado.
Já está comprovado que as chances de sucesso aumentam com a ajuda de especialistas, especialmente o pneumologista ou os serviços credenciados para tratamento do tabagismo.
Este tratamento pode ser individual ou em grupo e inclui orientação cognitivo-comportamental e o uso de medicamentos para controlar os sintomas de abstinência à nicotina sob a forma de adesivos, gomas, pastilhas de nicotina e outros orais.
No primeiro mês, os retornos ao médico devem ser semanais e o acompanhamento não deve ser encerrado antes de um ano após o abandono do cigarro. Os benefícios à saúde são imediatos.  Logo nas primeiras 24 horas sem fumar há melhora dos parâmetros cardio-circulatórios. Após alguns dias ocorre melhora da respiração e do condicionamento físico e o risco das demais doenças causadas pelo tabaco começa a diminuir gradativamente com o passar dos anos.
Como parar?

O tabagismo é considerado uma doença crônica e deve haver sempre uma postura de acolhimento em relação ao tabagista e nunca de censura, principalmente na fase de abandono do cigarro, na qual os sintomas da abstinência podem desestimular o paciente.
Segundo recomendações da dra. Maria Vera, o primeiro passo para abandonar o tabaco é a organização. Confira as dicas da especialista:
1º escolher uma data nos próximos dez dias
2º se munir de água, cravo, canela, cenoura, maçã, pepino, etc – para utilizar quando tiver vontade de fumar
3º evitar os gatilhos: café, cerveja, etc
4º se ainda não praticar, iniciar uma atividade física
 5º pensar previamente em como lidar com os momentos de estresse
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