28 de abr de 2012

Exposição gratuita de Heinz Budweg



O vernissage contará com a apresentação do coral Cantabile e do Conjunto de Câmara Clepsidra

Exposição "En´cantos do Brasil do artista plástico Heinz Budweg inicia dia 7 de maio


 
 
"En´ cantos do Brasil" é o título da exposição que a Fundação Mokiti Okada - FMO sediará a partir de maio, na Vila Mariana, em São Paulo (SP). A mostra foi criada pelo renomado artista plástico, Heinz Budweg.

O vernissage será no próximo dia 7, às 20 horas, e contará com a participação do Coral Cantábile de Guarulhos e da spalla (denominação dada ao primeiro violino de uma orquestra) Teresa Schnorrenberg com o Conjunto de Música Antiga Clepsidra.

Regido pelo maestro Eli de Souza Gonçalves, o Coral Cantábile é reconhecido internacionalmente pelas suas apresentações nos festivais Interfinish (1992), no País de Gales, e no Harmonie Festival (1999), na Alemanha. Já o Conjunto de Música de Câmara Clepsidra vem desenvolvendo, desde 1992, um trabalho de restauração de obras barrocas. Já participou de festivais na Bolívia e na Venezuela.

O crítico de arte e superintendente do IPH - Instituto de Recuperação do Patrimônio Histórico no Estado de São Paulo, o embaixador Emanuel von Lauenstein Massarani, também estará presente ao vernissage e fará a apresentação da coleção 2011-12 de Heinz.

Na exposição, o artista plástico destaca como sempre as belezas naturais do Brasil como a fauna, a flora e as paisagens. Caiçaras, caboclos, índios e suas culturas também serão apresentados em suas obras. Serão 50 trabalhos, inéditos, elaborados especialmente para esta exposição, em diversas técnicas, como: pintura acrílica, aquarela, nanquin, carvão, lápis, crayon, entre outros.

A mostra permanecerá até o dia 15 de junho, à Rua Morgado de Mateus, 77 - Vila Mariana, de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas. A entrada é franca. Informações: (11) 4714-1108.

Sobre o artista

Heinz Budweg nasceu em Berlim e chegou ao Brasil com 13 anos. Na década de 60, com apenas 16 anos, a princípio de ônibus, viajou por todo o Brasil. Conheceu centenas de cidades, povoados e aldeias indígenas.

Devido ao seu fascínio pela cultura e costumes dos índios brasileiros, Heinz foi convidado pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI em 1976 para retratar os grandes caciques das principais tribos que habitavam o Brasil. Em 1983, foi nomeado superintendente do Staden Institut e da Fundação Martius (instituição teuto-brasileira). A partir de 1986, decidiu viajar pelo País num ateliê móvel (uma Kombi VW - Karmann-Guia) percorrendo, até hoje, mais de 450.000 km pelo Brasil. Em 1999, ocupou o cargo de presidente e, posteriormente, de vice-presidente da Associação Paulista de Belas Artes - APBA.

Tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo - IHGSP, em 1996. Já em 2001, assumiu o cargo de diretor de arquivo do Museu José Bonifácio, aonde permaneceu até 2003. Foi eleito personalidade do ano pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História, em 2004.

Atualmente, Heinz é presidente do IHGSP e coordena as ações do "Projeto Tapajós". Criado por ele, o projeto tem o objetivo de que tem por objetivo provar contatos transoceânicos entre o Velho e o Novo Mundo muito antes do descobrimento, para tanto, pesquisadores brasileiros e estrangeiros participaram da pesquisa.

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