30 de abr de 2012

Editora LeYa traz para o Brasil novo romance do premiado autor angolano Pepetela


OBRA QUE RETRATA O INÍCIO DO COLONIALISMO NA ANGOLA CHEGA ÀS LIVRARIAS EM ABRIL
A primeira coisa que se deve saber é que Manuel Cerveira Pereira é um ordinário. Da pior espécie. Tendo isso claro, você está convidado para embarcar na Angola dos séculos XVI e XVII e viver em terras selvagens, atravessar lutas de poder, testemunhar conspirações religiosas e vivenciar, sem pudor, os primórdios do colonialismo.
A editora LeYa lança em abril “A Sul. O Sombreiro”, novo romance do premiado escritor angolano Pepetela. Na obra inédita, Pepetela, com sua escrita que flui como música, retrata o início do colonialismo na Angola, mais especificamente em Benguela e Luanda.
Conduzindo a trama através de personagens-chave na época, o autor ambienta um período desconhecido da história do país africano, quando europeus rebaixados foram levados a “salvar” as almas pagãs das terras selvagens da África, através da fé que eles achavam ser a solução para os problemas da alma. Mas em meio a disputas de poder e sobrevivência, a perdição da honra, da fé e da coragem parece o único destino certo para cada alma.
Pepetela transforma os personagens, já reais, em mais humanos. Seus erros não são minimizados nem suas conquistas e o companheiro mais fiel do leitor para desbravar o “sul” é um fugitivo negro de alma branca, empurrado para lá pelos hábitos do pai alcoólatra, as profecias assustadoras de uma senhora mística e as fascinantes histórias de um inglês um pouco doido.
Na obra, o sul se torna mais do que um lugar a ser conquistado. Num continente regido por estrangeiros, desbravar o intacto sul, se torna um alento.

Ficha técnica
Título: A sul. O sombreiro
Autor: Pepetela
Formato: 16x23cm
Páginas: 364
Preço: R$ 44,90
Sobre o autor
Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Licenciou-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Foi guerrilheiro do MPLA, político e governante. A partir de 1984, foi professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde. A atribuição do Prêmio Camões (1997) confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.

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