28 de abr de 2012

É POSSÍVEL AVALIAR O CAPITAL INTELECTUAL NAS EMPRESAS?


Existem ferramentas capazes de avaliar o capital intelectual das organizações, conforme seus objetivos estratégicos. O assunto será abordado no Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento, KM Brasil 2012, promovido pela SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento. O evento acontece de 22 a 24 de agosto, em São Paulo. As inscrições já estão abertas. 
Imagem divulgação 
Fernando Goldman fala sobre os Modelos de Maturidade em Gestão do Conhecimento, durante o KM 2012.
Medir, comparar, analisar as projeções e contabilizar o montante alcançado tornaram-se atividades corriqueiras para as corporações. As organizações preocupam-se em verificar como está a sua posição no mercado em relação às várias atividades, sejam elas mercadológicas, econômicas ou institucionais. Mensura-se o que a empresa vendeu, quanto ela investiu, quanto lucrou, seus projetos de responsabilidade social, gastos com publicidade e vários outros índices. 
Mas como lidar com os intangíveis? Dentro da importância que os recursos humanos, colaboradores ou funcionários têm atualmente para o desempenho das organizações, despontam as atividades de avaliação da melhoria dos processos que lidam com ativos intangíveis, entre eles, o conhecimento, como explica Fernando Goldman,engenheiro e pesquisador do Conhecimento Organizacional. “A correta conceituação da Gestão do Conhecimento ‘(GC)’ cem se tornando cada vez mais importante para as empresas, mas para que seja entendida de forma correta é preciso que cada organização entenda o nível de aplicação em GC vivenciado e o que isso representa para o seu negócio. Existem no mercado ferramentas capazes de avaliar a melhoria dos processos, classificando-os em níveis”, revela. Goldman explica que um maior nível indica um processo de GC mais estruturado. “Tudo isso com foco nas pessoas e nos processos realizados”, complementa o pesquisador.
Sonia Wadadiretora presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, considera, ao mesmo tempo, que é fundamental para a organização ter ferramentas que possibilitem a avaliação do capital intelectual. Esses instrumentos dão mais segurança para a Gestão Estratégica do Conhecimento, porém, esses conhecimentos precisam ser capturados e transformados em ações e disseminados.”É a aplicação lógica e estratégica da informação, em curto espaço de tempo. Não adianta apenas mensurar e vislumbrar o cenário em sua amplitude. Posteriormente a essa avaliação, é preciso que todo esse capital intelectual seja utilizado, de alguma forma produtiva, na organização. Seja ela pública ou privada”, aconselha. 
Fernando Goldman ainda compara a avaliação da melhoria dos processos de lidar com intangíveis com a evolução de uma escola de samba no Grupo Especial. “Uma escola para conseguir chegar ao topo, passará por vários níveis. Começará no grupo de acesso, quando seus processos são menos estruturados, e irá subindo de qualificação. Na avaliação da melhoria dos processos de lidar com intangíveis, os níveis funcionam da mesma forma: são graduais e permitem que toda a corporação tenha uma evolução. Saia de uma posição que estava em GC e assuma outra totalmente diferenciada, mas isso é com muito trabalho. De avaliação e de direcionamento. A empresa pode avaliar a melhoria de seus processos de GC periodicamente, desde que tenha clareza sobre o real significado da Gestão do Conhecimento”. 
A mensuração da melhoria dos processos para lidar com ativos intangíveis será abordada durante o KM Brasil 2012, no painel “Modelos de Maturidade em GC”,moderado por Paulo Fresneda, coordenador geral e de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). O painel ainda trará palestras de Fernando Goldman; Marcelo Yamadacoordenador de projetos na unidade de sistemas da Promon e por Fábio Ferreira Batista, técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Desenvolvimento Institucional (Dides) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
SERVIÇO:
KM Brasil 2012 - 11º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento
Realização: Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC)
Data: de 22 a 24 de agosto de 2012
Local: Bourbon Convention Ibirapuera - (Avenida Ibirapuera, 2927 - São Paulo).

Painel: “Modelos de Maturidade em GC”
Dia 24 de agosto de 2012, das 8h às 10h.

Moderador: Paulo Fresneda  (MAPA)
Painelistas: Fernando Goldman (Furnas), Marcelo Yamada (Promon), Fábio Ferreira Batista (Ipea)

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Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento

Fundada em 2001, a SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento é uma “Organização da Sociedade Civil de Interesse Público” (OSCIP), cujo objetivo é estimular a Gestão do Conhecimento no Brasil. Com esse fim, a instituição reúne profissionais e organizações em um grande fórum de discussão sobre os temas como: inovação e aprendizagem organizacional, colaboração e redes de valor, inteligência competitiva e de negócios, gestão de capital intelectual, economia criativa e trabalho, dentre outros de relevância para a Gestão do Conhecimento.

Pesquisadores como Ikujiro Nonaka (Japão), Tomas Davenport (EUA) e Karl Sveiby (Suécia) contribuíram com muitos dos conceitos que hoje são a base da Gestão do Conhecimento (Knowledge Management). O sistema ganhou grande impulso, a partir dos anos 90, com a crescente importância do conhecimento como recurso estratégico para a geração de valor agregado a produtos, serviços e processos. Hoje, sua disseminação em empresas brasileiras é fundamental para o desenvolvimento e para a competitividade do País. Entre os benefícios das boas práticas de Gestão do Conhecimento estão: ganhos de produtividade, maior capacidade de inovação, maior agilidade, eficiência, lucratividade, competitividade e sustentabilidade.

Atualmente a SBGC conta com uma unidade nacional em São Paulo e cinco regionais nos estados de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Pará e no Distrito Federal. Entre as suas principais ações está a realização anual do Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (KM Brasil), o qual congrega os setores acadêmico, público, privado e terceiro setor em torno debates sobre diversos assuntos de interesse estratégico.

Até o momento, a SBGC conta com 26.000 membros cadastrados, sendo mais de 5 mil empresas nacionais.

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