11 de out de 2018

De maneira farsesca, RODA MORTA desloca a Ditadura Militar para os dias atuais





Dialogando de forma crítica com a crescente onda ultra conservadora no país, grupo traz à cena uma espécie de delírio sobre a ditadura militar no Brasil


Figura 1 Em cena, Pedro Massuela, Mariana Marinho e Biagio Pecorelli
Cia Teatro do Perverto se debruça na pesquisa sobre psicopatologias sociais, violência sistêmica e ação política; em Roda Mortaestão a farsa e a hiper teatralidade na encenação da política atual


Com estreia prevista para o meio do período eleitoral, caso haja dois turnos, Roda Morta aponta para um discurso quase psicótico, que parece ter se consolidado nos últimos anos, em torno da ditadura militar no Brasil. A partir de 18 de outubro de 2018 (até 29 de novembro), os atores Biagio Pecorelli, Felipe Carvalho, Ines Bushatsky, Mariana Marinho e Pedro Massuela tomam o palco do Teatro Pequeno Ato, dirigidos por Clayton Mariano, a partir do texto de João Mostazo para estrear o terceiro trabalho da Cia. Teatro do Perverto.

O espetáculo traça um panorama histórico farsesco do Brasil desde a época da Ditadura Militar, trabalhando com clichês do período como luta armada, perseguição política e violência de Estado – até a crise atual. Na trama, um grupo de militantes deslocado no tempo decide sequestrar um ex-torturador que está em coma em uma clínica para pacientes com Alzheimer.
 
“Acho que a sacada da peça é que não se trata realmente da Ditadura. Se trata do hoje em dia. Quer dizer, ela aparece mais como uma fantasmagoria do que como um período a ser retratado com precisão histórica ou documental. Volta como uma assombração mesmo. Nunca entramos em um acordo quanto a existir uma narrativa coerente sobre o nosso passado totalitário. Daí a peça ser uma farsa, ter esse aspecto psicótico, como um delírio”, comenta o autor João Mostazo.
A peça tem direção de Clayton Mariano, diretor e ator do grupo Tablado de Arruar que em parceria com Alexandre Dal Farra há alguns anos vem se debruçando sobre questões políticas do país. Para o diretor se trata de uma oportunidade de diálogo com novos dramaturgos e novos grupos.
Um dos principais motivos que me levou a aceitar o convite do grupo, para além de gostar muito do projeto, foi por se tratar de um autor jovem, aliás de um grupo inteiro jovem. Acho fundamental para o crescimento do teatro que haja este diálogo entre aqueles que estão chegando e os que já estão na estrada há mais tempo, sobretudo para o crescimento da dramaturgia. Hoje há muitos novos dramaturgos que sequer têm a chance de ver seus textos montados, por conta das circunstâncias atuais. De certa forma, a minha geração surgiu num período em que o teatro de grupo em São Paulo passava por uma revolução”, explica o diretor, que conheceu o texto após ter participado de um projeto do SESI/British Council para novos dramaturgos.
A montagem se apropria do gênero farsesco, por vezes beirando o esdrúxulo, com referências que vão do Cinema Marginal brasileiro até o teatro do diretor alemão Frank Castorf, abusando da teatralidade. A interpretação tem excessos de representação que parecem ir na contramão da onda performativa que figura no teatro paulista dos últimos anos.
A primeira coisa do texto que me chamou a atenção foi o fato de estar classificada como uma farsa psicótica. Foi a forma farsesca que me pareceu ser algo atual. Nos últimos anos no Brasil vimos uma explosão de peças que ora mais, ora menos, se apropriavam daquilo que se convencionou chamar genericamente de teatro performativo. Particularmente, sinto que caminhamos em sentido oposto. A teatralidade e sobretudo a farsa, o fingimento descarado, os tipos, as diversas formas de fake, os excessos de representação, tudo isso parece traduzir mais a nossa atualidade”, conclui o diretor.
Sobre o grupo
"Roda Morta" é o terceiro espetáculo da Cia. Teatro do Perverto. O trabalho se iniciou após a temporada de estreia da peça "A Demência dos Touros" (apresentada em São Paulo, entre junho e julho de 2017). Continuando na linha de pesquisa da Companhia, entre psicopatologias sociais, violência sistêmica e ação política, o trabalho de traços farsescos e surrealistas da Cia. Teatro do Perverto se concentra na criação dramatúrgica autoral e na atenção e treinamento para o trabalho de atuação, conjugando experimentação literária nos textos com elementos pop na encenação e composição de trilha sonora autoral.
Encenação
Na peça o ambiente da peça é fechado, com poucos objetos de cena, móveis gastos pelo tempo, com alguns objetos que marcam a passagem de época, como uma cama velha e uma tina d’água. Figurino e cenário também foram criados sobre esse eixo. A juventude revolucionária deslocada no tempo, por exemplo, se apresenta de forma caricata, escancaradamente fora de época. Casacos de pele, boinas, perucas e óculos escuros (referência aos Panteras Negras), sobretudos tipo BaaderMeinhof - todo esse aparato adquire um elemento cômico, ao aparecer deslocado por uma época em que a própria ideia de Revolução se vê também fora de lugar.
Histórico
A Cia. Teatro do Perverto foi fundada em 2014, a partir do encontro de Ines Bushatsky e Pedro Massuela, ex-estudantes do curso de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo, com João Mostazo, poeta e dramaturgo. A pesquisa da companhia se baseia na ideia de que a sociedade em que vivemos é uma sociedade fundamentalmente perversa, violenta e desigual. Para além, os textos, encenações e atuações farsescas dos espetáculos da companhia - que fazem um pastiche dos recursos melodramáticos presentes na indústria cultural - tentam dar conta das anomias sociais a partir de uma forma que incorpore a incompletude, o nonsense, a incoerência, a contradição, sugerindo a utilização da comédia e do humor como veículos de apreensão do drama humano muitas vezes mais poderosos do que a tragédia ou o próprio drama.
O primeiro espetáculo da companhia, "Fauna Fácil de Bestas Simples", estreou em 2015, com direção de Pedro Massuela, texto de João Mostazo, trilha e direção musical de Vinícius Fernandes, e tendo no elenco Ines Bushatsky, Felipe Carvalho, Vicente Antunes Ramos e Caio Horowicz. A peça cumpriu temporada entre novembro e dezembro daquele ano e, no ano seguinte, integrou o festival II ETU - Encontro de Teatro Universitário. Acompanhando a trajetória de duas personagens moradoras de rua que passeiam pela cidade de São Paulo, a peça visitava diversas situações de violência urbana, como os abusos policiais, a atuação cínica e coercitiva do mercado imobiliário e o descaso social para com a situação de vulnerabilidade extrema de pessoas sem condição de moradia digna.
Em junho de 2017 estreou no Teatro Pequeno Ato, em São Paulo, o espetáculo "A Demência dos Touros", com direção de Ines Bushatsky, texto de João Mostazo – a sua segunda peça escrita para o grupo –, dramaturgismo da ativista trans e pesquisadora Dodi Leal e provocação de Luiz Fernando Ramos. No elenco estavam Felipe Lemos, Rafael de Sousa, Jorge Neto, Pedro Massuela e Felipe Carvalho. A peça contava ainda com trilha sonora original, composta e executada ao vivo por Gabriel Edé e Vinícius Fernandes, e com direção de arte, cenografia e figurinos assinados por Lídia Ganhito. Refletindo sobre a relação entre segregação urbana e performances de gênero a partir da questão trans, o espetáculo teve a temporada de estreia prorrogada nas últimas semanas por conta da alta demanda de público, tendo tido destaque na imprensa e repercussão crítica.
Ficha técnica
Texto: João Mostazo
Direção: Clayton Mariano
Elenco: Biagio Pecorelli, Felipe Carvalho, Ines Bushatsky, Mariana Marinho e Pedro Massuela
Direção de Arte: Lídia Ganhito e Maria Rosalem
Direção Musical: Gabriel Edé
Cenografia: Fernando Passetti
Realização: Cia Teatro do Perverto

Serviço
Roda Morta
Estreia: 18 de outubro de 2018
Temporada: de 18 de outubro a 29 de novembro - Quintas e sextas - 21h
Onde: Teatro Pequeno Ato - R. Dr. Teodoro Baima, 78, Vila Buarque
Quanto: R$ 40 (R$ 20 meia) – 40 lugares (venda na bilheteria, no dia da apresentação, e online antecipada no site sympla.com.br)
Duração: 70 min. | Classificação: 16 anos.

Campanha “Leia para uma Criança” disponibilizará 1,8 milhão de coleções para incentivar o hábito da leitura nas famílias


Este ano, a ação traz edições exclusivas dos livros “Quero Colo!”, de Stela Barbieri e Fernando Vilela, e “Pedro vira porco-espinho”, de Janaina Tokitaka
O Itaú Social e o Itaú Unibanco lançam a campanha “Leia para uma Criança”, que este ano disponibilizará ao público, gratuitamente, 1,8 milhão de coleções com duas edições exclusivas dos livros “Quero Colo!”, de Stela Barbieri e Fernando Vilela, e “Pedro vira porco-espinho”, de Janaina Tokitaka.

Os kits podem ser solicitados por qualquer pessoa (não é necessário ser correntista do banco) pelo site itau.com.br/leiaparaumacrianca. Após a realização do cadastro, o material será enviado por correio para o endereço indicado. Desde 2010, a iniciativa já distribuiu mais de 51 milhões de livros.

“A leitura do adulto para e com a criança favorece a socialização e a construção de vínculo. Propicia, ainda, a ampliação do vocabulário e da capacidade de aprendizagem. Por isso, todos os anos realizamos um grande esforço para que crianças de 0 a 6 anos de todas as localidades do país, de todas as origens, tenham acesso à literatura de qualidade”, explica Dianne Melo, especialista em Programas Sociais do Itaú Social.
Também serão disponibilizados dois mil livros em braile e letra expandida, e dois mil exemplares acessíveis para leitores com outras deficiências.
Os títulos desta edição foram selecionados por meio de edital público, formato inédito para a aquisição dos exemplares do “Leia para uma Criança”. O processo envolveu várias etapas, entre elas a conferência dos critérios técnicos (temática abordada na história, características literárias do texto, qualidade do projeto gráfico e autoria), a interação de adultos e crianças com os livros inscritos, por meio de uma experiência sensorial com famílias de todas as regiões do país, e a avaliação de especialistas e de mediadores de leitura.
Coleção
“Quero Colo!”, de Stela Barbieri e Fernando Vilela, Edições SM
Em “Quero Colo!”, os bebês são os protagonistas. O livro valoriza a proximidade e o afeto, mostrando como os bebês são carregados pelos adultos nas mais diferentes culturas - até no mundo animal.

“Pedro vira porco-espinho”, de Janaina Tokitaka, Jujuba Editora
“Pedro Vira Porco-Espinho” é uma leitura cheia de humor e surpresas, mostrando as transformações que podem acontecer com as crianças quando as coisas não saem como esperado.

Filme “Robô”
Como nos anos anteriores, o programa será divulgado na mídia tradicional e online com o filme “Robô”, com uma narrativa que reforça pelo segundo ano consecutivo que meninas e meninos podem inventar um futuro que ninguém imagina. O novo filme conta a trajetória de uma menina que, a partir do momento em que é incentivada pelo pai a ler um livro com tema de robô, se encanta com a história e desenvolve diversos projetos sobre o tema, em várias fases de sua vida. Sua jornada culmina em um momento importante de realização pessoal e profissional. 

A trilha sonora marcante é uma grande aliada, dialogando com o conceito da campanha: uma versão inédita de "Dream On", clássico da banda Aerosmith que completa 45 anos em 2018. O filme ressalta que tanto meninas quanto meninos de todas as classes e etnias podem ter as mesmas oportunidades e realizar seus sonhos.

Para levar a história para a realidade, a campanha também terá o lançamento, durante o mês de outubro, de “A Biblioteca de Malala”, uma entrevista exclusiva gravada com a ativista paquistanesa Malala Yousafzai – laureada com o Prêmio Nobel da Paz – durante sua visita ao Brasil em julho deste ano. Com divulgação no ambiente digital, o conteúdo tem a jovem paquistanesa falando sobre a importância dos livros em sua vida. 



Por que ler para uma criança?

A cena de um adulto lendo para uma criança desperta, de imediato, a ideia de afeto. E é exatamente isso! A proximidade, o aconchego, as ilustrações, o ritmo da história, criam um envolvimento que fortalece o vínculo. Não é difícil imaginar também que a prática contribui para a ampliação do vocabulário e da capacidade de aprendizagem.

Mas esse momento é muito mais rico e traz diversos outros benefícios para os pequenos. Listamos alguns deles:

  • Desenvolve atenção, concentração, memória e raciocínio;
  • estimula a curiosidade, a imaginação e a criatividade;
  • ajuda a criança a perceber e a lidar com os sentimentos e as emoções;
  • possibilita à criança conhecer mais sobre o mundo e as pessoas;
  • auxilia no desenvolvimento da empatia, da sociabilidade e da amabilidade;
  • ajuda a minimizar problemas comportamentais como agressividade, hiperatividade e atitude arredia;
  • auxilia na boa qualidade do sono; e
  • desenvolve a linguagem oral.


Sobre o Itaú Social:
O Itaú Social desenvolve, implementa e compartilha tecnologias sociais para contribuir com a melhoria da educação pública brasileira. Sua atuação está pautada no desenvolvimento de projetos sociais, no fomento a organizações da sociedade civil e na realização de pesquisas e avaliações.
Informações: www.itausocial.org.br

As Irmãs Siamesas de José Rubens Siqueira tem direção do francês Sébastien Brottet-Michel



Projeto das atrizes Cinthya Hussey e Nara Marques coloca em cena texto sensível e contundente de José Rubens Siqueira.

Com encenação de Sébastien Brottet-Michel, diretor francês e ator doThéâtre du Soleil, desde 2002, o espetáculo As Irmãs Siamesas, de José Rubens Siqueira, fica em cartaz até o dia 2 de dezembro no Teatro Aliança Francesa. A peça revela a complexidade e ternura da alma feminina, inseridana relação familiar, a partir do reencontro de duas irmãs, interpretadas porCinthya Hussey e Nara Marques, após a morte da mãe.



As Irmãs Siamesas foi escrita em 1986, rendendo o Prêmio APCA de Melhor Autor a Siqueira. As particularidades da alma humana, a personalidade e a individualidade aparecem de forma natural e contundente no reencontro de Marta e Maria.

A morte da mãe provoca o encontro e o confronto entre Marta, a irmã mais velha e cuidadora da mãe, e Maria, que partiu para uma vida nova em São Paulo. Frias e distantes, elas entram em casa envoltas pelo incômodo da presença uma da outra e precisam reaprender a se comunicar. As lembranças são inevitáveis. Cada memória vem carregada de rancor, mágoa, acusação ou mesmo ternura, leveza e humor. O passado é o fantasma de Marta que acredita não ter tido a oportunidade de ser feliz, obrigada a permanecer numa cidade do interior, carregando a responsabilidade da mãe doente sem opção de viver a própria vida. Agora, sente-se ainda mais perdida, sem a mãe e sem o filho que vive fora do país.

É preciso restabelecer os laços, a ligação fraterna que se perdeu. Os diálogos evoluem na mesma proporção das emoções. A muralha vai sendo transposta à medida que as questões vão sendo expostas, colocando-as numa posição de maior proximidade. O encontro é permeado por momentos de ternura e delicadeza, outros de raiva e até violência, até revelar os detalhes da vida de cada uma.

A magia de As Irmãs Siamesas está na simplicidade em como apresenta duas personalidades tão distintas na superficialidade e tão similares no íntimo. O afeto é o frágil elo que une Marta - mulher forte, severa, amarga e retraída, mas que comove por sua naturalidade - e Maria - jovem urbana, ousada, instintiva e de alma livre. Ao espectador cabe a imersão nessa história sensível que discute o tempo por meio das relações familiares e das consequências das escolhas do passado, ampliado pela ótica do feminino.

Sobre a direção, Sébastien Brottet-Michel diz que o fundamental é expor as características das personagens. “O caminho não é a busca psicológica dessas características, mas a imaginação, tanto a minha quanto a das atrizes, sobre o que é necessário para contar a história. O corpo do ator deve ser uma entidade que recebe a personagem; o psicológico vem pelo estado do corpo e da imaginação”. Sébastien afirma que não importa a interpretação propriamente dita, mas o fato de que as atrizes vivam, literalmente, as mulheres do texto com a máxima verdade. Segundo ele, o espectador precisa ler o corpo do ator a partir da possibilidade que o ator lhe dá. “Buscamos pelo melhor momento, pelo estado que trouxe a verdade para encantar a realidade por meio do deslocamento poético. Isto é percebido pela respiração, pela tensão interior. A emoção vem das descobertas em cena. E o drama é vivo: oferece-nos estados e diferentes possibilidades”. E com relação ao texto de José Rubens, o diretor diz que espera que o público se reconheça nas personagens, pois “o luto é inerente a todos, e a morte do pai ou da mãe é como um muro que desaba, trazendo a consciência da nossa própria finitude”.

O Brasil não é novidade para o diretor Sébastien Brottet-Michel. Há 10 anos, ele se apresenta no país com o Théâtre du Soleil. “Cinthya e eu estivemos juntos em vários projetos, sempre pensamos em realizar um espetáculo e agora aconteceu”. Para Cinthya Hussey, a direção de Sébastien fez um ajuste fino na obra de José Rubens Siqueira que se encaixa perfeitamente nas emoções das cenas. “A preparação foi um trabalho muito difícil e muito rico até chegarmos ao ponto pretendido por ele; aquele ponto onde o corpo diz uma coisa e o texto diz outra. E o coração? Ele também diz outra coisa”, comenta a atriz.

Cinthya conta que teve contato com o texto, em 2005, e já pensava em montá-lo. Fez algumas leituras e, em 2009, conheceu Nara, passando a compartilhar com ela, desde então, o desejo de levar As Irmãs Siamesas para o palco. “Pensei emSébastien para dirigir essa peça porque admiro a forma como ele nos traz as imagens, fazendo a transição do real para o poético. Ele nos guia e nos insere no universo proposto pelo autor sem precisar do realismo material, penetrando nas camadas mais profundas das personagens”, revela a atriz.

Para Nara Marques, ter um texto brasileiro encenado com um olhar europeu é um privilégio, depois de anos à espera de concretizar esse sonho. Ela conta que, para ela, o trabalho foi muito desafiador e a tirou da zona de conforto: “Sébastien me pediu para transpor a vida, transpor o realismo para dentro da poesia e só assim cheguei a um lugar que eu não conhecia”. E completa afirmando que “esse processo foi fundamental para potencializar um texto cheio de humanidade e intensidade nas relações”.

E o autor José Rubens Siqueira também fala sobre a montagem de seu texto, mais de 20 anos após ser concebido. “Sempre que um autor vê seus personagens saltarem da página e ganharem corpo e voz sobre o palco, renova-se a fé na arte como instrumento de mudança pessoal e social. A sensibilidade e coragem dessa equipe jovem e talentosa é um alento neste momento sombrio que vivemos”.

A cenografia de As Irmãs Siamesas, assinada por Marisa Rebollo, também é cheia de poesia e foge do realismo: apresenta um baú dentro de outro baú para transparecer as diversas camadas da relação entre as irmãs. O baú é a simbologia da mãe, da vida, da morte, podendo representar as prisões internas, as lembranças guardadas, o túmulo. O estado interior das personagens é potencializado pela iluminação de Rodrigo Alves (Salsicha) e pela trilha sonora original de Wayne Hussey, conhecido cantor, guitarrista e compositor da banda inglesa The Mission. “Compor música para uma peça de teatro era algo que eu queria muito fazer. Evitei os instrumentos modernos, que exigem eletricidade para não colocar a peça em uma época determinada, e segui pela linha do acústico, com piano, violino e violão clássico, que se tornaram minha paleta de som exclusiva para a trilha: uma música mais lenta, vazia e aberta, não sentimental”. Wayne trabalhou em conjunto com o pianista inglês James Bacon e o violinista David Milsom na criação da série de adágios que compõem o clima da encenação. A trilha será lançada em CD, em edição limitada, e vendida após as apresentações do espetáculo.

Ficha técnica / Serviço

Texto: José Rubens Siqueira
Direção: Sébastien Brottet-Michel
Elenco: Cinthya Hussey e Nara Marques
Cenografia: Marisa Rebollo
Figurino e Visagismo: Kene Heuser
Iluminação: Rodrigo Alves ‘Salsicha’
Trilha sonora e sonoplastia: Wayne Hussey
Produção executiva: Maristela Bueno
Assistente de direção: Thiago Lima
Assistente de produção: Sabrina Nask
Assistente de figurino: Léo Sgarbo
Cenotécnica: Armazém Cenográfico
Design gráfico: Francisco Júnior (Juh Ninho)
Fotografia: Heloísa Bortz
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Produção: Daniel Torrieri Baldi
Realização: Ecoman Produções Artísticas

Espetáculo: As Irmãs Siamesas
Temporada: 5 de outubro a 2 de dezembro de 2018
Horários: sextas e sábados (às 20h30) e domingos (às 19h)
Duração: 80 min. Gênero: Drama. Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 40,00 (meia entrada: R$ 20,00)
Bilheteria: 2h antes das sessõesAceita todos os cartões.

Teatro Aliança Francesa
Rua Gen. Jardim, 182 - Vila Buarque. São Paulo - SP
Telefone: (11) 3572-2379
230 lugares. Ar condicionado. Acessibilidade.

PERFIS

José Rubens Siqueira (autor) - Autor, diretor e cenógrafo; alternando ou acumulando as funções da dramaturgia e encenação, José Rubens contribui para realizações representativas do teatro paulista, ganhando destaque a partir dos anos 80. Dedicando-se ao cinema em meados da década de 1960, teve sua primeira experiência em teatro junto ao Núcleo 2 do Teatro de Arena, na montagem de O Processo, baseado em Franz Kafka, em 1967. Dois anos depois, estreou como diretor de Numância, obra de Cervantes encenada com o grupo universitário Sedes Sapientie. Em 1970, obteve seu primeiro destaque, ao dirigir O Cordão Umbilical, texto de estreia de Mario Prata, e Marta de Tal, de Graça Mello. Em 1975, dirigiu A Sétima Morada, O Romance de Tereza d'Ávila, de José Maria Ferreira, destacando Célia Helena e Carlos Augusto Strazzer nos papéis centrais. Junto ao encenador Francisco Medeiros, firmou uma parceria em torno de muitos trabalhos. Em 1984, esteve como ator em Simon, de Isaac Chocrón; Sampa, a Idade de Amar, texto, cenografia e figurinos de sua autoria; assim como no infanto-juvenil Tronodocrono, em parceria com Gabriela Rabelo. No ano seguinte, integrou uma oficina junto ao Sesi que resultou em Cárcere Secreto, um Ato Sobre a Intolerância, sobre a vida e obra de Antônio José da Silva, o Judeu; e outro projeto multifacetado que resultou na montagem de Artaud, O Espírito do Teatro, uma das vigorosas e premiadas realizações de sua carreira. Em 1986, traduziu e interpretou Muito Barulho Por Nada, de W. Shakespeare; e em 1990, Confusão Na Cidade, de Carlo Goldoni, dois espetáculos de Osmar Rodrigues Cruz para o Teatro Popular do Sesi. Em 1987, foi autor, diretor, cenógrafo e figurinista de As Irmãs Siamesas, que reuniu Nize Silva e Ruthinéa de Moraes . Em 1989, esteve em duas significativas realizações: como autor em Decifra-me ou Devoro-te, que destacou Renato Borghi, e Sessenta e Oito, resultante de depoimentos em programação coordenada por Francisco Medeiros em torno do histórico ano. Em 1990, esteve em dois projetos: uma dramatização da vida e obra de Mário de Andrade, O Inútil Brilho das Estrelas, levado a cabo juntamente com Gabriela Rabelo e Maria Helena Grembecki; e Os Ventos e os Waldes, realização de Lala Deheizelin e Edith Siqueira, centrado em Oswald de Andrade. Em 1998, assinou a dramaturgia de Domésticas, espetáculo de Renata Melo que ganhou versão no cinema; bem como é o autor de Éonoé, infantil dirigido por Francisco Medeiros com o grupo Pia Fraus. Em 1999, adaptou ,dirigiu, fez cenário e figurinos de A Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada, de Gabriel García Márquez, com Esther Góes e grande elenco. Em 2000, debruçou-se sobre a poetisa Adélia Prado como autor de Dona da Casa, espetáculo de Georgette Fadel. Autodidata, José Rubens Siqueira recebeu a graduação de Notório Saber, em 2002, pela Escola de Comunicação das Artes do Corpo, onde leciona, desde 2000, curso integrante do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Sébastien Brottet-Michel (diretor) - Depois de se formar em Estudo de Cinematografia na Universidade Lumière Lyon II, Sébastien começou a aprender sobre teatro na escola de arte dramática de Anne Sicco l'Oeil du Silence, em 1998. Durante dois anos aprendeu o princípio da biomecânica. Também participou de inúmeras oficinas, estudou mímica com Marcel Marceau, e a arte de Kyogen com o Mestre Shime Shigeyama. Sébastien começou a atuar profissionalmente ,em 2000, em Hamlet e Romeu e Julieta, de W. Shakespeare, e Liberdade em Bremen, de Fassbinder. Também atuou em vários curtas-metragens e interpretou o personagem principal no longa Intox, de Akim Sakref. Em 2002, tornou-se ator do Théâtre du Soleil, dirigido por Ariane Mnouchkine. Desde então, atuou em todas as criações coletivas do Théâtre du Soleil e viajou o mundo com Le Dernier Caravansérail (2002 a 2005), Os Efêmeros (2006 a 2008), Os Náufragos do Louca Esperança (2009 a 2012), Macbeth (2014 a 2015), e está, atualmente, em turnês com Une Chambre en Inde. Sébastien também atua como assistente de direção na França, tendo colaborado como treinador de atores e codiretor em diferentes performances, desde 2008, principalmente em São Paulo com a peça Histórias Ordinárias, de Nelson Rodrigues, dirigida por Jair Assumpção. Desde 2011, Sébastien ministra a oficina O Corpo Poético, inspirada em sua própria experiência como ator, criador e professor, que já foi realizada no Brasil, na França, em Taiwan, Hong-Kong e Macau. Desde 2016, ele vem anualmente ao Brasil para ministrar novas oficinas para atores profissionais: Falemos de Amor e Para Além da Pintura Eu Contemplo o Mundo. Como ator-formador, faz parte das Escolas Nômades do Théâtre du Soleil, dirigidas por Ariane Mnouchkine no Chile, na Suécia e na Índia. E, no final deste ano, estreará o espetáculo Kanata - A Controvérsia, dirigido por Robert Lepage em parceria com o Théâtre du Soleil.

Cinthya Hussey (atriz) - Estudou teatro com Ariane Minouchkine, Sebastien Brottet-Michel e Eve Doe Bruce, do Theatre Du Soleil. Fez cursos de interpretação para cinema com Mel Churcher no Pinewood Studios, com Fátima Toledo e Luiz Mário Vicente. Participou do grupo de pesquisa em cinema AP 43, liderado por Nara Sakarê. Interessada em se aprimorar, aprofundou-se a técnica Meisner, conduzida por Ana Paula Dias, e no Método de Lee Strawberry, com Estrela Straus. Presente em constantes produções de teatro, entre as peças em que atuou destaque para Estórias Ordinárias, direção de Jair Assumpção; MabeMa, direção de Tadashi Endo, Travessias, direção de Silvana Abreu; As ViúvasA MandrágoraContos de SeduçãoO Torniquete e, mais recentemente, Anatol, direções de Eduardo Tolentino de Araújo (Grupo TAPA). No cinema, participou do longa-metragem Singapore Sling, direção de Marcus Sigrist, e do curta Sem Natal, direção de Tiago Trigo. Na televisão, atuou seriados na televisão, entres: 9mm São Paulo, direção de Michael Ruman; Natureza Morta, direção de Flávio Frederico; O Negócio, direção de Júlia Jordão; e 171 Negócio de Família, direção de Roberto D'Avila.

Nara Marques (atriz) - Iniciou sua carreira no teatro em Ribeirão Preto, no Instituto Ribeirão Em Cena, onde confirmou a sua vocação. Em 2002, mudou-se para São Paulo, buscando aprimoramento artístico. Depois de se aprofundar na área, ampliando o conhecimento também para outras linguagens como TV e cinema, Nara foi levando em paralelo com o ofício de atriz, o trabalho de professora, coach e preparadora de atores. Atua como docente na Escola de Atores Wolf Maya SP, desde 2007, escola em que se formou em 2006, e tem em seu currículo cursos com Sebastién Brottet- Michel, ator da companhia teatral francesa Teathre du Soleil, além de workshops de cinema com Sérgio Penna e de teatro com Jair de Assumpção. Como atriz, realizou três longas-metragens, oito filmes publicitários e 11 peças teatrais, entre elas O Óbvio Ululante, direção de Gilson Filho, Eu Sei Que Vou te Amar, direção de Ademir Esteves, Seis Personagens a Procura de um Autor, direção de Olair Cohan, Deflora-te, direção de Gabriela Linhares, O Banheiro, direção de Nilton Bicudo e Estórias Ordinárias, direção de Jair Assumpção.

Wayne Hussey (trilha sonora) - Músico profissional, há mais de 40 anos. Conhecido principalmente como o cantor, guitarrista e compositor da banda inglesa The Mission (UK), Wayne também teve passagens como guitarrista com os grupos The Sisters of Mercy e Dead or Alive. Com The Mission, participou também como compositor na gravação de álbuns que venderam milhões em todo o mundo, sendo autor também de 14 singles da nbanda que entraram para o Top 40 no Reino Unido. São inúmeras turnês pelo globo e The Mission tem seguidores leais e apaixonados em todo o mundo. Wayne já esteve no palco com The Cure, The Cult, Gary Numan, Martin Gore (Depeche Mode), Peter Murphy e Peter Hook (Joy Division e New Order) e outros. As Irmãs Siamesas é o primeiro envolvimento do músico em composição e gravação de música para uma peça de teatro.

Daniel Torrieri Baldi (produtor) - Produtor teatral, Daniel tem entre seus últimos trabalhos os musicais Garota Glamour, com Totia Meirelles, Renato Rabello e Elaine Mickely, e Rock Show, com Leilah Moreno, Vanessa Jackson e Kelly Moore, ambos dirigidos por Wolf Maya; a comédia A Vingança de Milonga, de Loló Neves; o drama A Via: Passageiros, direção de Hânia Cecília Pilan; As Mulheres de Shakespeare, direção de Josemir Kowalick; Perto do Fogo, de Nicolau Ayer, com Geórgia Gomide, Carlo Briani e Leka Beglomini; Olhe Para Trás com Raiva, direção de Ulysses Cruz com Sérgio Abreu, Thiago Mendonça, Karen Coelho e Maria Manoella; Biografia Não Autorizada, direção de Jair Assumpção, com Marcos Oliveira e Tiago Robert, A Hora Perigosa, direção de Daniel Herz, com Bebel Ambrósio, Carolina Lopez, Fernanda Heras e Tatiana Infante; O Semeador, direção de Hudson Glauber, com Genézio de Barros e Thiago Mendonça e segunda temporada com Flávio Galvão e Antonio Motta; Amor em 79:05, direção de Elias Andreato, com Josemir Kowalick e Eduardo Ximenes; A Serpente, direção de Eric Lenate, com Juan Alba, Carolina Lopez, Fernanda Heras, Paulo Azevedo e Mariá Guedes; O Monstro, direção de Hugo Coelho, com Genézio de Barros; além do projeto Cantores & Você, nos anos de 2009, 2012 e 2014, com participação de Vanessa Jackson, Kelly Moore, Leilah Moreno, Thaême Marioto, Patrícia Coelho, Nando Fernandes, Sergio Abreu e Russo, entre outros, e do show Zepa Acústico, realizado no MASP Auditório.

Jazz Clube do Sesc Belenzinho recebe show de Beba Zanettini & Eva Jagun

 


O pianista, compositor e arranjador paulista Beba Zanettini apresenta-se no Teatro do Sesc Belenzinho com participação da convidada Eva Jagun, cantora e compositora de alemã. No formato sexteto, o show, que integra o projeto Jazz Clube da unidade, acontece no dia 14 de outubro, domingo, às 18 horas.

No roteiro da apresentação estão composições do disco Canto da Areia, lançado por Zanettini em 2017, além de músicas da convidada Eva Jagun, considerada embaixadora da música brasileira em Berlim. O sexteto de Beba Zanettini (piano e teclado) traz músicos do calibre de Marcos Klis (contrabaixo), Paulo Oliveira (sax e flauta), Felipe Ávila (guitarra), Gudino Miranda (bateria) e Keila Abeid (voz).

O show Canto da Areia sintetiza a trajetória musical de Beba, sempre norteada pela canção e pela música instrumental brasileira. Baseado em seu CD de mesmo nome, o show reverbera também em trabalhos instrumentais desenvolvidos com os grupos Café Jam e Aquilo Del Nisso e no seu lado compositor de canções que resultou no primeiro CD solo, Beba Música! (2009).  O público vai apreciar um espetáculo que mescla ritmos como o samba, o choro, o jazz, a bossa-nova e a world music.

Canto da Areia - O novo CD mostra que a linguagem da música brasileira está presente de forma híbrida no trabalho de Beba, conversando com outros estilos e expondo o desejo do músico em criar algo original pela fusão de elementos. O xote dialoga com o jazz em Na Asa do GonzagaSilent Wind é uma bossa que fala de neve; em Del Sur, o samba ternário recebe influências da música argentina; em Umaih! o dialogo se dá com experimentações vocais da cantora checa Iva Bittová. Já em Sereia, o canto falado e a vocalize convivem com partes instrumentais; Hoppe Reiter Schaun é um rastapé típico de festa junina cantado em alemão; e a música-título é uma ‘viagem musical’ de sete minutos, onde teclados e sopros estabelecem um discurso por meio de vários canais de gravações. O disco tem ainda participação da alemã Eva Jagun, do austríaco Manuel Zacek e da argentina Liliana Morales. No time brasileiro estão Toninho Ferragutti, Tânia Grinberg, Paulo Costta, Paulo Oliveira, Mirna Rolim, Olívia Genesi, Keila Abeid e Desa Pauline.

Beba Zanettini & Eva Jagun - O projeto Beba & Jagun surgiu da parceria musical firmada, em 2010, entre Beba Zanettini, Manuel Zacek (Austria) e Eva Jagun (Alemanha), que se conheceram pelo Myspace. A identificação musical foi imediata: Beba e Eva Jagun logo escreveram uma canção juntos, Silent Wind. Nos anos seguintes, Eva e Manuel vieram ao Brasil participar do Festival Maifest, e os três artistas se apresentaram também no Museu da Casa Brasileira e em outras casas de São Paulo. Em 2014, Eva lançou o segundo CD, Camburi, inspirado nas viagens que fez ao Brasil, no qual gravou a parceria Silent Wind.  No ano seguinte, Beba gravou teclados no álbum Starting a New Day, de Eva, em Se o Mundo é Retangular (prêmio de melhor canção na categoria Latin-Pop no 33º Deutscher Rock&Pop Preis 2015). Mais recentemente, Beba  se juntou aos dois em série de shows na Alemanha (Berlim, Hildsheim, Leipzig e Peissenberg), tocando músicas dos CDs de Eva e Beba, canções brasileiras e alemãs, além de novas parcerias.

Beba Zanettini – É formado pela UNESP e pós-graduado em Canção Popular pela Faculdade Santa Marcelina. Integrou o grupo Café Jam eAquilo Del Nisso, como o qual lançou vários discos e teve indicações ao Prêmio Sharp. Lançou seu primeiro CD, Beba Música!, em 2009, com participação de Vânia Bastos, Luciana Souza e Paulo Padilha. Assinou trilhas sonoras para publicidade, circo e teatro. Participou de shows e discos de Letícia Coura, Dominguinhos, Alzira Espíndola, Mona Gadelha, Jaques Morelenbaum, Paulo Costta, Guinga e Iva Bittová. Em 2015, teve suas composições lançadas na Alemanha, pela cantora Eva Jagun, no CD Camburi (Galileo Music). Além de se apresentar na Alemanha com Eva e Manuel Zacek, tocou no Novo México (EUA) no ArtFest, da Santa Fe University of Art and Design. Canto da Areia(2017) é seu mais recente disco.

Jazz Clube – Projeto do Sesc Belenzinho que contempla o jazz em suas diversas ramificações e estilos, apresentado em trabalhos autorais e homenagens a nomes expressivos do gênero.

Serviço

Show: Beba Zanettini Sexteto &Eva Jagun
Data: 14 de outubro. Domingo, às 18h
Local: Teatro (392 lugares). Duração: 1h30. Não recomendado para menores de 12.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Venda pelo Portal e unidades do Sesc. Limite de venda de 4 ingressos por pessoa.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700

Estacionamento: Para espetáculos com venda de ingressos após as 17h: R$ 15,00 (não matriculado); R$ 7,50 (credencial plena no SESC - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).