30 de nov de 2018

Você sabe se já sofreu violência psicológica?


Você sabe se já sofreu violência psicológica?


- Como definir e identificar uma violência psicológica?

Violência psicológica é um tipo de agressão que, traz danos ao psíquico e no emocional, ao invés de machucar fisicamente a vítima.

Este tipo de violência é algo muito subjetivo, eu diria que até subliminar em muitas vezes... pode vir de uma forma “velada” também...

É algo que atinge o âmago do nosso EU, posso sugerir que chega a tocar em nossas feridas internas, nos mobiliza e paralisa dificultando uma reação imediata na inserção desta violência.

A pessoa que recebe a crítica sente-se muito sensível no primeiro momento para reagir, fica perdida, fragilizada e refém desta situação ofensiva.

Ela fere o equilíbrio afetivo e a capacidade de tomar decisões.

Um fator que está geralmente ligado à violência psicológica é a dependência afetiva da vítima, a pessoa se submete pelo fato da falta de força para revidar imediatamente, pelo medo da rejeição ou abandono daquela pessoa que mesmo assim tem um valor emocional para a vítima.

A carência afetiva e a necessidade de aprovação dificultam ainda mais o posicionamento frente a esta agressão.

Outros fatores que que podem influenciar a decisão de libertar-se daquela agressão psicológica são os fatores externos também associados, por exemplo: o julgamento da família envolvida, a necessidade pela sobrevivência no trabalho, ou o medo de perder a amizade de pessoas queridas, entre outros fatores aprisionadores.

Geralmente, em muitas situações a pessoa que é agredida não pode contar para outros o que está acontecendo, a violência psicológica, não é percebida tão facilmente por falta das marcas físicas. 

Passa desapercebido pelos outros, até não valorizada, geralmente o agressor sugere a justificativa que a vítima que é a culpada, que exagera, que é muito sensível ou que não foi aquilo que exatamente ele quis dizer, não dá o mesmo peso para a situação, nem percebe o quanto feriu o outro.

Outra questão é que nem sempre própria vítima percebe ou tem a total consciência que está sendo agredida psicologicamente, porque ela está tão inserida no contexto da situação ou envolvida emocionalmente que só perceberá o “estrago” após libertar-se do que lhe agride.

Ela passa desapercebida porque não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave.

De que forma a violência psicológica deixa traumas nas pessoas?

Muitas vezes estes traumas só são percebidos quando a vítima passa por uma determinada situação similar à que ela sofreu no passado, é então que todos os sentimentos ruins vêm à tona novamente.

Um exemplo um chefe que fazia assédio moral contra um funcionário, onde ele pressionava o mesmo para dar o tipo de resposta que ele gostaria de ouvir, omitindo o tempo todo a sua opinião pessoal somente para corresponder ao que o chefe precisava, o funcionário submetido durante muito tempo a este tipo de coerção, desperta em si um sentimento de baixa autoestima e insegurança dificultando o seu posicionamento em todos os setores de sua vida... gerando feridas internas difíceis de serem cicatrizadas.

Quando a pessoa é submetida durante muito tempo por esta violência psicológica, podem gerar vários tipos de transtorno, podemos citar: isolamento social, crises de ansiedade e pânico, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.

- Como se dão as violências psicológicas no dia a dia das pessoas?

Alguns exemplos: assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

- Esse tipo de agressão ocorre no âmbito conjugal, familiar, profissional e pessoal (amigos)?

Sim, em todos os âmbitos de relacionamento. 

Geralmente, o agressor tenta inibir o outro ou manipula-lo para abrir mão dos seus próprios sentimentos e pensamentos em pró a sua necessidade e controle.

A principal ferramenta e causa da violência psicológica é inibir as pessoas, deixá-las se sentindo impotente e incapazes de reagir.

As pessoas agredidas costumam até se sentirem culpadas, questionando os seus próprios valores.

- Sofrer uma violência desse tipo deixa as pessoas mais vulneráveis psicologicamente?

Com certeza, por isso, a importância de buscar uma ajuda.

Procure a ajuda de parentes, amigos e profissional (Psicólogo ou Terapeuta).
Tratando os traumas deixados por este tipo de relação, haverá um fortalecimento emocional e a chance de recuperar novamente a sua integridade como ser humano completo.  

Adriana Gandini Pezzuol
Psicóloga e Terapeuta integrativa





26 de nov de 2018

Anemia em cães: Causas, sintomas e tratamentos

Foto: arquivo podcultura

Assim como nós, os animais de estimação estão suscetíveis a sofrer com anemia, que é caracterizado pela redução do número de glóbulos vermelhos no sangue
anemia em cachorro pode ser causada por uma série de fatores e não é uma doença, mas um sinal de que algo está errado. Felizmente, a maioria dos casos de anemia é facilmente detectável e pode ser revertida com um atendimento médico rápido e a instauração imediata de procedimentos.
No entanto, é necessário saber exatamente com o que estamos lidando e reconhecer os sintomas para levar o cão ao veterinário.
 
O que é a anemia?
É uma condição caracterizada pela redução da contagem de glóbulos vermelhos (também chamados de hemácias) na corrente sanguínea. Ela pode ser causada tanto pela perda excessiva de sangue quanto pela destruição dessas células.
As hemácias são células responsáveis pela cor avermelhada de nosso sangue, graças a uma substância conhecida como hemoglobina. Esse pigmento tem a importante função de se aderir às moléculas de oxigênio, transportando o gás para todo o nosso corpo e oxigenando os tecidos durante o percurso.
Quais são as principais causas da anemia em cachorros?
As causas da anemia podem ter três origens. A primeira, chamada de hemorrágica, é decorrente da perda de grandes volumes de sangue, normalmente após um acidente ou de algum problema ligado às plaquetas — que geram sangramentos mais intensos no animal de forma quase espontânea.
A segunda é a anemia hemolítica, onde ocorre a destruição das hemácias. Esse fator é normalmente ocasionado por doenças que fazem com que o corpo veja essas células como invasoras e ataque o próprio sangue.
Há, ainda, uma terceira razão que envolve a medula óssea e a produção de células sanguíneas.
De modo geral, as causas mais comuns da anemia em cachorros são:
  • cortes e ferimentos intensos;
  • acidentes;
  • cânceres;
  • úlceras;
  • intoxicações;
  • alimentação insuficiente;
  • doença do carrapato;
  • doenças renais;
  • doenças autoimunes;
  • infestação de parasitas, como pulgas e carrapatos;
  • verminoses.
Diversas causas podem levar um cão a sofrer com a anemia e, por isso, a investigação é fundamental afirma a Dra. Livia Romeiro do Vet Quality Centro Veterinário 24h.
Quais sintomas podem indicar esse problema?
  • indisposição;
  • resistência a brincadeiras;
  • urina mais escura;
  • palidez nas mucosas (gengivas, por exemplo);
  • queda de pelos;
  • redução do apetite;
  • emagrecimento;
  • dificuldade para respirar;
  • sangue nas fezes ou urina.
Não deixe, portanto, de levar o pet a um veterinário caso note um ou mais dos sintomas citados acima.
Como são feitos os tratamentos para a anemia?
O tratamento para a anemia dependerá muito da causa que levou o animal a apresentar esse quadro. Alguns deles podem incluir:
  • utilização de suplementos;
  • alimentação reforçada;
  • vermífugos;
  • remédios para acabar com pulgas e carrapatos;
  • transfusão sanguínea;
  • fármacos que estimulam a produção sanguínea;
  • vitaminas para estimular o sistema imune.
Somente o médico veterinário conseguirá determinar a causa exata do problema e prescrever o tratamento ideal para curá-lo.
A anemia é um problema decorrente de uma série de doenças ou fatores que podem estar atrapalhando a saúde do pet. Por isso, é essencial levá-lo a um bom veterinário para que a causa seja determinada e o tratamento adequado seja feito, evitando consequências graves para o cão.

Sesc Ipiranga recebe exposição Rigor e Caos - Antônio Abujamra




Foto: João Caldas

Com curadoria de Marcia Abujamra, mostra apresenta a trajetória profissional do diretor, ator e apresentador de televisão por meio de fotos, vídeos, programas e depoimentos

A partir do dia 28 de novembro, o Sesc Ipiranga recebe a exposição Rigor e Caos - Antônio Abujamra, que percorre a trajetória profissional do diretor, ator e apresentador de televisão Antônio Abujamra. A exposição traz extenso material audiovisual, com cerca de 220 fotos, vídeos e projeções dispostas em cinco salas, nas quais o espectador pode imergir na obra do premiado artista paulista.

Com curadoria da diretora, produtora e roteirista Marcia Abujamra, a mostra é pautada por diferentes núcleos: linha do tempo; uma sala com cerca de 220 fotos de mais de 80 espetáculos teatrais; uma sala com um vídeo de cenas da atuação de Abujamra em cinema e televisão, e outro com cenas de programas de televisãodirigidos por ele; uma sala dedicada ao Provocações, com vídeos de alguns dos melhores momentos do programa e um espaço que traz projeções de cenas de espetáculos de teatro em que o múltiplo artista atuou e/ou dirigiu.

No galpão de entrada, o público pode se debruçar sobre uma linha do tempo, que expõe a obra do diretor ao longo de um período de 60 anos, de 1955 a 2015. Em múltiplos painéis, são expostas imagens de programas de peças emblemáticas dirigidas por ele, como Roda Cor de RodaO Rei DevassoHamletoO Inspetor Geral,Exorbitâncias e O CasamentoHá, ainda, textos em painéis escritos pelo diretor Antunes Filho, o crítico de teatro Alberto Guzik, a pesquisadora e teórica Maria Tereza Vargas, a atriz e diretora Paula Sandroni e Hugo Barreto, secretário geral da Fundação Roberto Marinho.

A exposição oferece especial imersão no teatro de Abujamra, arte à qual dedicou mais de 50 anos de sua vida, com mais de 120 peças dirigidas, tendo o arquivo pessoal de Abujamra como sua principal fonte.

A vida é sua, estrague-a como quiser
A frase da dramaturga inglesa Shelagh Delaney é uma dentre muitas que o diretor incorporou ao seu vocabulário. Algumas delas, como Sem crueldade não há humor, de sua autoria, estão dispostas no piso e em painéis luminosos no espaço expositivo. Outra frase que reflete muito sua personalidade, era Viajar, não importa para onde. No final dos anos 1950, Abu, como era chamado, passou dois anos na Europa. Em Barcelona, conheceu João Cabral de Melo Neto, poeta que teve papel decisivo em suas escolhas como diretor. Fez estágio com os diretores franceses Jean Vilar e Roger Planchon, e no Berliner Ensemble, para se aprofundar na obra de Bertolt Brecht. 

Provocações
Duas salas da exposição trazem instalações imersivas para que o público usufrua alguns dos melhores momentos de Provocações, um dos programas de maior sucesso da TV Cultura, que estreou em 2000. A mostra exibe trechos de entrevistas com artistas, políticos, filósofos, cientistas, historiadores, além de cenas do quadroVozes da Rua. Abujamra sempre encerrava o programa declamando poesias, textos e perguntava aos convidados: “O que é a vida?”. Alguns dos nomes de personalidades que podem ser assistidos nos vídeos são Clodovil, Maureen Bisilliat, Aziz Ab’Saber, Rita Cadillac e Tatiana Belinky.

Cenografia
Para traduzir o universo múltiplo e aparentemente contraditório de Abujamra, o cenógrafo André Cortez criou o espaço que associa o rigor da geometria ao caos. Imagens fragmentadas, multitelas que permitem a projeção simultânea de diferentes cenas, além uma sala “caixa-preta” para os vídeos de teatro.

Biografia
Antônio Abujamra nasceu em Ourinhos, interior de São Paulo, em 1932. Foi um dos primeiros a introduzir os princípios e métodos teatrais de Bertolt Brecht, Roger Planchon e outros mestres da contemporaneidade em palcos brasileiros. Participa da revolução cênica efetivada nos anos 1960 e 1970, caracterizando seu trabalho pela ousadia, inventividade e espírito provocativo.

Formado em filosofia e jornalismo pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre, no ano de 1957. Inicia-se como crítico teatral e, paralelamente, faz suas primeiras incursões como ator e diretor no Teatro Universitário, entre 1955 e 1958. Em 1963, associa-se a Antônio Ghigonetto e Emilio Di Biasi e funda o Grupo Decisão, com a intenção de disseminar o teatro político com base na técnica brechtiana. Em 1964, o grupo monta O Inoportuno, de Harold Pinter, seu primeiro sucesso, e transfere-se para o Rio de Janeiro, onde a peça chama a atenção, abrindo portas para seus realizadores.

Já no Rio, Abujamra dirige O Berço do Herói, de Dias Gomes, em 1965, espetáculo interditado pela censura no dia do ensaio geral. Nos anos seguintes, dedica-se ao Teatro Livre, empresa de Nicette Bruno e Paulo Goulart, realizando montagens ambiciosas como As Criadas, de Jean Genet, em 1968. Nos anos 1980, Abujamra se engaja no projeto de recuperar artisticamente o TBC – Teatro Brasileiro de Comédia. Inaugura novas salas cria um movimento que faz surgir novos autores e diretores. Entre os espetáculos mais importantes no TBC estão Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fo, em 1982; A Serpente, de Nelson Rodrigues, em 1984; e um de seus maiores sucessos Um Orgasmo Adulto Escapa do Zoológico, de Dario Fo, em 1984, que traz um solo virtuosístico que projeta a atriz Denise Stoklos para uma carreira internacional, tendo sido aplaudido em diversos festivais no Brasil e no mundo.

Aos 55 anos, inicia sua carreira de ator. Em dois anos, atua em duas telenovelas e três peças e é premiado por sua atuação no monólogo O Contrabaixo, de Patrick Suskind, em 1987. Em 1989, ganha o troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), como melhor ator de TV, pelo icônico papel Ravengar, na novela Que Rei Sou Eu?. Em 1991, recebe o Prêmio Molière pela direção de Um Certo Hamlet, espetáculo de estreia da companhia Os Fodidos Privilegiados, fundada por Abujamra para ocupar o Teatro Dulcina, no Rio de Janeiro.

À frente de Os Fodidos Privilegiados, Abujamra dirige regularmente espetáculos na década de 1990, dividindo mais tarde essa tarefa com João Fonseca. Com o grupo, ganha o Prêmio Shell de melhor direção de 1998, numa adaptação do romance O Casamento, de Nelson Rodrigues. Abujamra trabalha também, ativamente, como diretor e ator de televisão, em novelas, especiais, programas educativos e teleteatros, e em 2000 inicia o Provocações, programa de entrevistas na TV Cultura.

Antônio Abujamra prezava o talento e o preparo técnico de seus atores e atrizes e nunca deixou de exigir precisão em suas criações. Ao mesmo tempo, instaurava um caos criativo que permitia que o ator se colocasse individual e pessoalmente nos espetáculos. Rigor e Caos, dois traços que incorporaram seus trabalhos e traduziram sua essência.

Serviço
Rigor e Caos - Antônio Abujamra
Abertura: 28 de novembro de 2018, às 20h
Visitação: 29 de novembro de 2018 a 17 de março de 2019
Terça a sexta, 9h às 21h30 | Sábados, 10h às 21h30 | Domingos e feriados, 10h às 18h30.
Grátis
Classificação indicativa: Livre.

Sesc Ipiranga
Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
(11) 3340-2000

#SescIpiranga #exposição #RigoreCaos #AntônioAbujamra

Chef Alê Peruzzo inaugura espaço com cursos especiais de Natal


Agenda de dezembro será temática e os cursos poderão ser feitos por iniciantes


A Chef Alessandra Peruzzo dá mais um passo em sua carreira de sucesso e lança cursos livres de confeitaria em seu portfólio. Alê também irá inaugurar seu Atelier Escola, onde os alunos poderão aprender desde os princípios básicos da confeitaria até as receitas mais elaboradas. A inauguração do Atelier Escola Alê Peruzzo será em dezembro de 2018 e terá muitas novidades!

Iniciando a agenda de cursos, a Chef fará uma aula prática de Panetones e Chocotones decorados com duração de 5 horas. Os cursos de dezembro serão na temática natal e podem ser feitos por quem não tem experiência nenhuma na cozinha.

As aulas serão divididas em categorias: prática, semi prática e aula show. Para quem não se sente à vontade com a mão na massa, as aulas show são perfeitas para assistir como preparar uma receita do início ao fim. Além dos cursos de Panetones e Chocotones decorados, os alunos também poderão aprender a fazer Gingerbread House, Bolos e Tortas natalinos, Cookies Natalinos, Tronco Natalino, Guirlanda Natalina e decoração natalina

A Chef ministrou o curso inaugural de Técnicas de Cheesecake no Hub Food Service: ''Adoro essa interação com os alunos, fico feliz em passar para frente tudo que aprendi. Todo mundo é capaz de aprender e fazer doces deliciosos'', afirma.

Alê Peruzzo é confeiteira formada pela Anhembi Morumbi com especialização em Pâtisserie na Escola Le Cordon Bleu de Paris, foi destaque no reality show Batalha dos Confeiteiros da TV Record em 2018 e é apresentadora do programa Cozinha Amiga, que vai ao ar toda quinta-feira às 13:30, na TV Gazeta.


Serviço:
Atelier Escola Alê Peruzzo
Condomínio Edifício Nações Unidas
Av. Paulista, 648 - Bela Vista, São Paulo - SP
Segunda a sexta das 10h às 19h

#ChefAlêPeruzzo #CursosNatal

Tenente Marin – bombeiro que agita as redes sociais da Corporação com sua beleza


O policial militar Thiago Boina Marin chamava atenção por sua beleza nas ruas da zona leste de São Paulo, onde trabalhava com sua farda e em 2015 mudou-se para o Corpo de Bombeiros em Fernandópolis, no interior paulista.
Em 2017 viu sua vida mudar por completo, quando sua foto foi publicada na página oficial da Corporação nas redes sociais.
Em pouco mais de 24 horas, a simples foto teve mais de 6.000 curtidas e o jovem de 28 anos, nascido na pacata cidade de Orindiúva, também no interior do Estado de São Paulo, passou a ser alvo de olhares e comentários femininos nas redes sociais e acabou chamando a atenção da conceituada Revista Veja que o elegeu o “bombeiro mais gato do Brasil” e o transformou em um dos policiais mais seguidos das redes sociais.
Desde então, o fã incondicional e frequentador assíduo de shows de rock, não saiu mais das principais páginas das redes sociais, principalmente daquelas focadas em beleza masculina.
O jeito caipira, típico do morador do interior e o sotaque arrastado do paulista atrai a atenção tanto quanto sua beleza. Com stories engraçados que revelam a realidade e o cotidiano do bombeiro mais gato do Brasil em sua rotina de trabalho, no seu estilo de vida fitness, nos cuidados com o galo Tunico - seu fiel companheiro, além das músicas tocadas em sua guitarra e os shows de rock, Tenente Marin conquista a cada dia mais seguidores e atualmente, são mais de 160 mil somente no Instagram.

Instagram: www.instagram.com/tenente_marin - 161 mil seguidores

#TenenteMarin #bombeiro #Corporação 

Haicais tropicais, de Rodolfo W. Guttilla


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No ano em que se comemoram os 110 anos da imigração japonesa no Brasil, Haicais tropicais reúne vinte autores brasileiros e convida o leitor a conhecer o poema oriental de três versos que trata de temas como a passagem do tempo, a natureza, as estações do ano e o espírito humano.

“Uma leitura obrigatória para quem gosta de haicais e para quem ainda não sabe que gosta. Para poetas e não poetas. Para quem escreve e para quem quer aprender a escrever. Para todos os que procuram a surpresa e a essência da vida.”
— José Eduardo Agualusa

Pequeno poema de origem japonesa, o haicai chegou ao Brasil no início do século XX e aqui trilhou sua própria história. Há mais de trinta anos, o poeta e pesquisador Rodolfo Witzig Guttilla faz um consistente trabalho arqueológico — que inclui desde a consulta a edições raras a entrevistas com autores — para reconstituir esse percurso e mapear nossos haicaístas, pesquisando a aclimatação do haicai no Brasil. Como resultado dessa trajetória, em 2009 organizou a coletânea Boa companhia: Haicai, também editado pela Companhia das Letras, com 24 autores e mais de 200 poemas.

Um dos frutos dessa pesquisa é Haicais tropicais, antologia com vinte poetas brasileiros que tiveram contato com a prática — seja criando ou traduzindo haicais — e contribuíram para sua difusão. São nomes consagrados, como Paulo Mendes Campos, Mario Quintana e Manoel de Barros, inusitados ou pouco lembrados de nosso cânone, como Sérgio Milliet e Austen Amaro, e contemporâneos, como Alice Ruiz S e Régis Bonvicino. Muitos deles ainda estão na ativa e renovam o gênero com frescor e originalidade, provando que o poema japonês de três versos permanece atual.

Com quase duas centenas de tercetos, além de uma introdução sobre o histórico do haicai e biografias dos autores selecionados, este é um convite para conhecer a tradição poética japonesa em sua melhor roupagem tropical.

silêncio na mata
a mariposa pousa na flor
outro silêncio
- Alice Ruiz S

Trecho:
            “Como não poderia deixar de ser, a seleção dos poemas, que mistura criações próprias a traduções de haicais clássicos — essas últimas grifadas em itálico —, se pautou pelos estados de espírito essenciais para a prática do haicai, como definidos por Reginald Horace Blyth (1898-1964) em sua tetralogia Haiku. São eles: abnegação, aceitação da solidão, desprendimento, ausência do ego, acolhimento da contradição, liberdade, simplicidade, ausência de moralidade, amor pelas coisas materiais e inanimadas, coragem e, por fim, humor, dentre os principais. Em linhas gerais, são estados de espírito presentes no zen-budismo e ausentes em nosso dia a dia — regido por valores materiais. O segredo da vida plena reside em buscar a justa medida e o equilíbrio, em harmonia com o mistério tremendo e transitório de nossa experiência humana — também breve, como o haicai.

            Nas páginas que seguem, apresentamos vinte poetas que, de forma única e múltipla, contribuíram para a popularização do haicai no Brasil. Haicais tropicais.”

RODOLFO WITZIG GUTTILLA nasceu em São Paulo em 1962. Formado em comunicação e em ciências sociais, é mestre em antropologia pela PUC-SP. Foi repórter, editor, pesquisador, professor e executivo de empresas de bens de consumo. É autor de, entre outros títulos, Ai! Que preguiça!.... Participou de várias antologias de poesia e organizou outra, Boa companhia: Haicai, publicada pela Companhia das Letras. Foi um dos fundadores do Grêmio de Haicai Ipê, em 1987.

Cloro, de Alexandre Vidal Porto



Em Cloro, Alexandre Vidal Porto oferece uma narrativa lúcida e necessária para os tempos atuais — quando ser você mesmo é um ato de coragem.

            A perspectiva principal de Cloro é de Constantino, um narrador defunto. No limbo em que se encontra, ele rememora fatos decisivos de sua vida — até a morte inesperada, aos cinquenta e um anos de idade. É assim, distante de si mesmo, que desenvolve uma voz honesta para se analisar com se fosse outro, buscando estabelecer seus limites e selecionando os momentos definidores de sua vida.
            Advogado bem estabelecido em São Paulo, aprendeu na infância que “ser bicha não era bom”, quando Marcos Bauer, um colega de classe, usa essa palavra contra ele. É a partir de então que Constantino passa a se preocupar em ser mais “masculino”, seguir os padrões e se encaixar nos moldes de uma vida burguesa. Esconde, assim, o que sente com o toque do professor de natação e o cheiro de cloro que o persegue desde a infância. Anos depois dessa memória, Constantino é um advogado de sucesso, casado com a namorada da adolescência e pai de dois filhos exemplares.
            Essa vida perfeita é interrompida com a morte trágica e inexplicável de um parente amado. É a partir desse evento que Constantino tenta compreender a falta de controle sobre a existência e passa a viver uma espécie de vida dupla: assiste pornografia gay no computador enquanto a mulher descansa no andar de cima, tem a sua primeira, segunda e terceira vez com um homem, começa a viajar mensalmente e se apaixona pelo diplomata Emilio - até que, inesperadamente, morre.
            Com 152 páginas, o livro é divido em 2 partes: na primeira, Constantino conta sua história com visão crítica, refletindo sobre a vida, felicidade e o poder do desejo. Na segunda, são reunidos relatos de conhecidos do narrador após a sua morte. Com o mesmo ritmo ágil do aclamado Sergio Y. vai à américa, o diplomata brasileiro Alexandre Vidal Porto dá continuidade em Cloro com reflexões sobre a sexualidade e identidade abordadas no livro anterior. O deslocamento e transição, presentes em Sergio Y, aqui também aparecem: é viajando para Brasília que Constantino consegue abraçar sua sexualidade, sempre retornando para a segurança da capital paulista.
            Em Cloro, Alexandre Vidal Porto oferece uma narrativa lúcida e necessária para os tempos atuais — quando ser você mesmo é um ato de coragem.


ALEXANDRE VIDAL PORTO passou a infância em São Paulo e a juventude em Fortaleza. Como diplomata, viveu em Brasília, Nova York, Santiago, Washington, Cidade do México e Tóquio. É mestre em direito por Harvard. Foi colunista do jornal Folha de S. Paulo e blogueiro da revista Bravo!. Publicou os romances Matias na cidade (Record, 2005, a ser reeditado pela Companhia das Letras) e Sergio Y. vai à América (Companhia das Letras, 2014), vencedor do Prêmio Paraná de Literatura.

#Cloro #AlexandreVidalPorto #Livros # Literatura